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Domingo, 10 de maio de 2026

STF permite extensão da CPMI do INSS, porém determinação precisará de validação do plenário

BrasilSTF permite extensão da CPMI do INSS, porém determinação precisará de validação do plenário

“A blindagem da investigação por parte dos governistas atrapalhou e muito a CPMI, mas, graças à Comissão, 14 acusados estão presos, há foragidos e pedidos de sigilos e outras apurações que precisam de respostas”, avaliou Tereza Cristina.

Os trabalhos da CPMI do INSS podem ganhar mais tempo. O comunicado foi feito pelo líder do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), durante uma conversa com jornalistas na noite desta segunda-feira, 23/03.

A divulgação ocorreu logo após o magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizar a continuidade das atividades, respondendo a uma solicitação da comissão parlamentar mista de inquérito. A resolução de Mendonça precisará ser ratificada pela maior parte do plenário do STF na quinta-feira seguinte, 26/03.

Viana indicou um acréscimo de 60 dias de operações, contudo ressaltou que a extensão tem potencial para atingir 120 dias — como já solicita a petição da CPMI — caso surjam novas evidências.

O parlamentar tinha afirmado anteriormente que, na ausência de ampliação do prazo do grupo, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) apresentará seu parecer no estágio atual. A data limite do colegiado é 28 de março.

“A blindagem da investigação por parte dos governistas atrapalhou e muito a CPMI, mas, graças à Comissão, 14 acusados estão presos, há foragidos, pedidos de quebra de sigilo e outras apurações que precisam de respostas”, avaliou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que integra a CPMI do INSS.

O líder da CPMI ressaltou ainda que o grupo aguarda um retorno do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito de uma linha telefônica móvel, de propriedade do STF, que registrou ligações com o proprietário do Master, Daniel Vorcaro, inclusive na data de sua detenção inicial.

“Um dos números citados na quebra de sigilo de Vorcaro pertence ao STF”, afirmou Viana, baseando-se em dados formais enviados por operadoras de telefonia. Viana complementou, no entanto, que no momento não há como identificar quem utilizava o aparelho no dia do contato. O grupo mandou um documento ao tribunal solicitando a identificação do portador da linha.

A CPMI também chamou a influenciadora digital Martha Graeff, antiga noiva do empresário do setor bancário, para prestar esclarecimentos nesta segunda-feira, 23/03. Ela, residente em Miami e que não compareceu para o depoimento, participaria na condição de testemunha e seria indagada a respeito da identidade de indivíduos “presentes no ambiente privado” do banqueiro e o cenário destas conversas.

O líder da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), Rodrigo Assumpção, igualmente foi chamado, porém alegou questões médicas para justificar sua ausência. A reunião desta segunda, 23/03, terminou sendo interrompida, mais uma vez.

O grupo investiga “falhas de governança e vulnerabilidades” que impactaram as operações do INSS e que podem ter beneficiado fraudadores. A CPMI interrogou também a proteção cibernética da Dataprev, responsável por administrar as informações de cadastrados no INSS e em programas sociais do governo federal.

Na fase conclusiva, a CPMI do INSS também validou um convite para escutar o líder do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seu predecessor Roberto Campos Neto. A presença de ambos não é compulsória.

Os membros da Câmara e do Senado tencionam apurar também a liberação de créditos consignados oferecidos por entidades financeiras, incluindo o Banco Master, para aposentados e pensionistas. Ao longo das averiguações da CPMI, os legisladores mencionaram irregularidades como a ausência de assinaturas digitais, empréstimos concedidos a crianças e a indivíduos já falecidos, somadas a cobranças abusivas de juros.

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