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Domingo, 10 de maio de 2026

Trump e Lula sinalizam aproximação após três horas de reunião na Casa Branca

BrasilTrump e Lula sinalizam aproximação após três horas de reunião na Casa Branca

Presidentes dos Estados Unidos e do Brasil avaliam encontro como positivo e avançam em pautas sobre comércio, tarifas e segurança global

Washington — Após um encontro de três horas na Casa Branca, os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva classificaram a reunião desta quinta-feira (7) como produtiva. A agenda bilateral incluiu desde questões econômicas concretas, como tarifas e comércio de terras raras, até temas sensíveis de geopolítica global, passando pelas tensões na guerra do Irã e a situação em Cuba.

A sinalização pública do líder americano foi de forte alinhamento com o mandatário brasileiro. Questionado pela jornalista Raquel Krähenbühl, da TV Globo, Trump enfatizou a amplitude das conversas e o bom tom do diálogo, chamando o brasileiro de “um cara inteligente” e “um bom homem”.

“Discutimos tudo com o presidente do Brasil, discutimos tudo. Tivemos uma reunião muito boa”, afirmou Trump. Na mesma resposta, o republicano confirmou que o debate cobriu barreiras comerciais, pontuando que a pauta envolveu “tudo, incluindo tarifas”.

A diplomacia também se estendeu aos canais digitais. Pela rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos anunciou que novas rodadas de negociação já estão previstas para avançar em pontos estratégicos. Em sua publicação, Trump chamou Lula de “muito dinâmico” e reiterou que o encontro abordou especificamente as transações comerciais entre os dois países.

O lado brasileiro adotou um tom semelhante de pragmatismo. Em entrevista na embaixada do Brasil em Washington, Lula defendeu a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU, pauta prioritária da política externa nacional, ao mesmo tempo em que revelou bastidores do encontro para evidenciar o distensionamento.

Em tom descontraído, o presidente do Brasil relatou ter aconselhado o contraparte americano a suavizar a imagem pública, dizendo que “Trump rindo é melhor do que de cara feia”.

A Copa do Mundo de futebol serviu como ponte final para quebrar o gelo protocolar. Diante de uma pergunta de Trump sobre o desempenho da seleção brasileira, Lula entregou um apelo em formato de brincadeira diplomática: “espero que você não venha a anular o visto dos jogadores da seleção. Por favor, não faça isso porque nós vamos vir aqui para ganhar a Copa”.


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