A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (7) o empresário Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro Daniel Vorcaro, durante mais uma etapa da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro ligadas ao Banco Master.
De acordo com as investigações, Felipe Vorcaro já havia sido alvo de uma fase anterior da operação e teria escapado pouco antes da chegada dos agentes federais, em janeiro deste ano. Segundo a apuração, ele deixou o local utilizando um carrinho de golfe em um condomínio de alto padrão em Trancoso.
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, aponta que a fuga ocorreu em circunstâncias consideradas atípicas. Os agentes encontraram a residência com o ar-condicionado ligado, quarto aberto, roupas de cama desarrumadas e objetos pessoais deixados para trás, o que indicaria uma saída às pressas.
Segundo a PF, Felipe Cançado Vorcaro faria parte do núcleo financeiro-operacional investigado na operação e seria suspeito de atuar em esquemas de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro. As investigações também indicam que ele teria administrado pagamentos direcionados ao senador Ciro Nogueira, alvo de mandados de busca e apreensão nesta quinta fase da operação.
Ainda conforme a investigação, a Polícia Federal identificou repasses mensais que poderiam chegar a R$ 500 mil ao parlamentar piauiense. A apuração levanta suspeitas de favorecimento político ao grupo ligado ao Banco Master em troca de vantagens indevidas.

A Operação Compliance Zero já alcançou outros familiares e aliados de Daniel Vorcaro. Entre os investigados estão Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro, Natália Bueno Vorcaro Zettel, irmã de Daniel, além do pastor Fabiano Zettel, cunhado do empresário e preso desde março deste ano.
As investigações envolvendo o Banco Master começaram em 2024 e avançaram em diferentes fases ao longo de 2025 e 2026. A operação apura suspeitas de gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro, manipulação de mercado e utilização de estruturas financeiras consideradas irregulares pela Polícia Federal.

