Gestão municipal integra Defesa Civil e quatro secretarias para responder a inundações, rajadas de vento e queda abrupta de temperatura
Diante da iminência de um cenário climático adverso, a administração municipal de Campo Grande acionou um protocolo preventivo de crise e instituiu uma força-tarefa multissetorial. A medida de emergência, voltada para atuar a partir desta sexta-feira (8), ocorre em resposta aos alertas meteorológicos que indicam a aproximação de um ciclone na região. O fenômeno deve alterar drasticamente as condições do tempo, provocando não apenas uma queda acentuada nas temperaturas locais, mas também pancadas de chuva, tempestades isoladas, incidência de descargas elétricas e rajadas de vento de forte impacto.
A articulação do plano de contingência busca garantir agilidade no atendimento de ocorrências extremas, como alagamentos, quedas de árvores sobre fiações, destelhamentos de residências e danos severos em vias públicas. Para estruturar essa rede de resposta rápida, o Executivo municipal unificou as operações de cinco estruturas governamentais: a Defesa Civil, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) e a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha).
Na divisão operacional desenhada pela força-tarefa, a mobilidade urbana e a manutenção da infraestrutura recebem monitoramento ininterrupto. A Agetran assume a responsabilidade de vigiar gargalos e pontos críticos de tráfego, realizando interdições e intervenções imediatas para evitar acidentes. Em paralelo, as equipes da Sisep atuarão diretamente no trabalho de desobstrução, executando a limpeza rápida de ruas, o corte e a remoção de galhos ou árvores inteiras que venham a ceder com a força dos ventos.
O eixo de acolhimento humanitário do plano foca na mitigação de danos para a população em situação de vulnerabilidade. A SAS estruturou uma base de apoio emergencial voltada para famílias afetadas e, antecipando o impacto da queda abrupta de temperatura, organizou um centro de acolhimento provisório no Parque Ayrton Senna. O local servirá como refúgio prioritário para a população em situação de rua da capital. Complementando o suporte, a Emha ficará encarregada de fornecer lonas em demandas habitacionais emergenciais caso existam moradias severamente comprometidas.
A centralização das informações e a coordenação geral das equipes táticas distribuídas pela cidade ficam a cargo da Defesa Civil. O coordenador municipal do setor, Éneas Netto, avalia que o planejamento antecipado define a eficácia das operações durante a instabilidade. Segundo o coordenador, as equipes “estão trabalhando integradamente entre as secretarias para garantir respostas rápidas diante de qualquer ocorrência”.
A autoridade de segurança reforçou o alerta sobre a imprevisibilidade de eventos dessa magnitude, pedindo cautela máxima aos cidadãos da capital. Netto pontuou que “a previsão exige atenção redobrada, principalmente por conta dos ventos fortes e do risco de temporais isolados”, instruindo os moradores a acompanharem de perto os comunicados oficiais.
Com a força-tarefa já em estado de prontidão, a prefeitura orienta a utilização do canal de comunicação direta. Em cenários que envolvam risco físico ou estrutural — como desabamentos iminentes, inundações ou colapso de telhados —, a recomendação é acionar a Defesa Civil de forma imediata através do número 199. A central telefônica operará em regime de 24 horas por dia durante todo o período de influência do ciclone.
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