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Domingo, 10 de maio de 2026

Empresária suspeita de torturar doméstica grávida é transferida para presídio em São Luís

AtualidadesEmpresária suspeita de torturar doméstica grávida é transferida para presídio em São Luís

Acusada de manter funcionária em cárcere privado e realizar agressões físicas, investigada chegou algemada à capital sob forte escolta policial.

Por Redação — 7 de maio de 2026

A empresária investigada por agredir violentamente e manter em cárcere privado uma empregada doméstica em estado de gestação chegou à capital maranhense na tarde desta quinta-feira (7). Transferida de Imperatriz, onde a prisão inicial foi efetuada, a suspeita desembarcou algemada no aeroporto e foi imediatamente conduzida para exames de corpo de delito antes de sua custódia definitiva no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

O caso, que gerou forte indignação pública na região toantina, envolve denúncias graves de lesão corporal, tortura e cárcere privado qualificado. Segundo as investigações da Polícia Civil, a vítima era impedida de deixar a residência da empregadora e sofria abusos físicos constantes, cenário agravado pela vulnerabilidade da gestação.

Relatos de Tortura

Em depoimento registrado pelas autoridades e que fundamentou o pedido de prisão, a vítima detalhou a rotina de violência a que era submetida no ambiente de trabalho. “Ela me batia com um rolo de macarrão e não deixava eu sair de casa”, afirmou a doméstica aos investigadores. O resgate ocorreu após vizinhos ouvirem pedidos de socorro e acionarem as forças de segurança.

A transferência para São Luís foi determinada pela Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) visando garantir a manutenção da ordem e evitar possíveis interferências no andamento das diligências locais em Imperatriz. A Polícia Civil sustenta que a medida é fundamental para a preservação das provas materiais colhidas na residência da investigada.

Garantia da Ordem Pública

A defesa da empresária não emitiu nota oficial sobre o desembarque em São Luís, limitando-se a informar que aguarda o acesso integral aos autos do inquérito para se manifestar. Por outro lado, as autoridades reforçam a necessidade do rigor processual diante da natureza do crime. “A prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e a integridade da vítima”, ressaltou o delegado regional responsável pelo caso.

O Ministério Público do Maranhão acompanha o desdobramento do inquérito e deve oferecer denúncia formal nos próximos dias. Enquanto o processo avança, a vítima segue sob proteção de familiares e recebe acompanhamento psicossocial e médico, dado que a gestação é considerada de risco em função do estresse e dos ferimentos sofridos durante o período de confinamento.

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