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Domingo, 10 de maio de 2026

Protestos contra Donald Trump mobilizam milhões de pessoas em diversas cidades norte-americanas

GuerraProtestos contra Donald Trump mobilizam milhões de pessoas em diversas cidades norte-americanas

Mais de 3 mil manifestações em oposição ao presidente foram agendadas para este sábado (28), motivadas por denúncias de postura autoritária, o conflito no Irã e o declínio na aprovação do republicano. O estado de Minnesota, cenário da morte de ativistas pelo ICE, centralizou as mobilizações e recebeu uma apresentação de Bruce Springsteen.

Estados Unidos: Multidões tomam as ruas em manifestação contra Donald Trump

Milhões de cidadãos ocuparam as vias dos Estados Unidos neste sábado (28) com o objetivo de demonstrar insatisfação com a guerra no Irã e com as medidas do presidente Donald Trump, em atos que receberam o nome de “No Kings” (sem reis).

O estado de Minnesota atraiu os holofotes, em virtude das mortes de residentes causadas pelo ICE e da participação de Bruce Springsteen. Na cidade de Los Angeles, dois indivíduos acabaram detidos.

Para além das diretrizes migratórias, os atos contrários ao republicano ganharam força em decorrência da participação na Guerra do Irã e da sensação cada vez maior de uma gestão autocrática — Trump vem utilizando frequentemente uma abordagem personalista, inserindo seu nome em instituições do país.

A amostra mais recente disso é a inclusão da assinatura do republicano nas novas cédulas de dólar.

Centenas de milhares de manifestantes se concentraram nos gramados do Capitólio de Minnesota e nas vias do entorno na cidade de St. Paul, capital estadual, que faz divisa com Minneapolis.

O grande destaque do evento foi o astro do rock Bruce Springsteen, que tocou a música “Streets of Minneapolis”.

A composição foi criada por ele como uma resposta aos assassinatos de Renee Good e Alex Pretti cometidos por agentes federais, além de ser um tributo aos milhares de cidadãos de Minnesota que ocuparam as ruas durante a estação do inverno para protestar contra as duras medidas de imigração da administração Trump.

“Esse pesadelo reacionário, e estas invasões de cidades americanas, não serão tolerados”, declarou Springsteen, em cima do palco.

Esta representa a terceira ocasião em um intervalo menor que um ano em que os norte-americanos tomam as ruas para endossar o movimento “No Kings”, configurando a mais barulhenta e notória oposição a Trump desde o princípio do seu segundo mandato, em janeiro de 2025.

Os coordenadores informaram que mais de 3.100 mobilizações — 500 acima do registrado em outubro — ocorreram ao longo de todos os 50 estados. Em Nova York, uma enorme quantidade de pessoas lotou as vias da Times Square, localizada em Manhattan.

Os manifestantes agora contam com um motivo inédito para a revolta: o conflito no Irã, deflagrado por Trump em conjunto com Israel, com metas e datas de encerramento que mudam constantemente, somando-se às perdas de militares dos Estados Unidos.

Duas pessoas acabaram presas sob a acusação de atacar agentes federais da lei no momento em que mil ativistas cercavam um complexo federal, de acordo com o divulgado pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA.

Conforme os relatos, dois oficiais foram atingidos por pedaços de cimento e passaram por cuidados médicos em seguida ao incidente no Edifício Federal Roybal.

Na capital Washington, centenas de cidadãos caminharam diante do Lincoln Memorial e acessaram o National Mall, portando faixas com frases como “Abaixe a coroa, palhaço” e “A mudança de regime começa em casa”. Os participantes badalaram sinos, tocaram tambores e entoaram o cântico “Chega de reis”.

‘No Kings’ e MAGAs

Grande parte dos simpatizantes idolatra o presidente no interior do movimento “Make America Great Again” (MAGA, Tornar os Estados Unidos grandes novamente), enquanto os adversários, situados no extremo oposto da intensa polarização política americana, repudiam Trump com a mesma força.

Os opositores de Trump criticam a sua inclinação para administrar por meio de decretos executivos, a sua utilização do Departamento de Justiça visando acossar rivais, o negacionismo em relação às mudanças climáticas e a ofensiva contra projetos de diversidade racial e de gênero.

Os detratores também destacam a sua atual predileção por ostentar a força militar norte-americana, logo após uma disputa eleitoral na qual se vendeu como um homem voltado à paz.

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