Presidente brasileiro condenou as atuais tensões globais e defendeu a permanência da África do Sul no bloco econômico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o tom das críticas contra as principais potências globais neste sábado, lamentando o atual enfraquecimento da Organização das Nações Unidas (ONU) e o avanço de conflitos armados internacionais. O foco da declaração envolveu diretamente o presidente americano, Donald Trump, a quem Lula acusou de não ter o direito de excluir a África do Sul das reuniões do G20.
O posicionamento ocorre em meio a um cenário de instabilidade geopolítica e discussões sobre o papel do Conselho de Segurança da ONU. Para o chefe do Executivo brasileiro, as cinco nações que ocupam assentos permanentes no conselho — Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido — abdicaram de suas funções institucionais de pacificação.
“Cinco membros permanentes se transformaram em cinco senhores de guerra.”
A declaração reflete a insatisfação estrutural da diplomacia brasileira com a atual arquitetura de governança global. O Conselho de Segurança possui o poder exclusivo de vetar resoluções e autorizar intervenções militares, mas frequentemente trava diante de interesses conflitantes entre seus próprios integrantes, paralisando ações humanitárias e resoluções de paz.
Além das críticas ao conselho, Lula manifestou preocupação com o que classificou como uma “destruição do multilateralismo”. Como resposta diplomática, o presidente sugeriu a convocação urgente de lideranças internacionais para debater o futuro da entidade e encontrar caminhos que não passem pela exclusão unilateral de nações emergentes, em clara alusão à pressão exercida por Washington contra a representação sul-africana no G20.
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