O titular da Defesa colombiana atestou o acidente envolvendo o cargueiro Hércules C-130 ao longo desta segunda-feira (23). Até o fechamento desta edição, um óbito havia sido registrado oficialmente pelas autoridades.
Um avião pertencente à Força Aérea da Colômbia despenhou-se nesta segunda-feira (23) transportando uma tropa de militares. O chefe de Estado colombiano, Gustavo Petro, assegurou que 77 sobreviventes foram socorridos com vida e encaminhados a centros médicos da região.
“Com profunda dor, informo que um avião Hércules da nossa Força Aérea sofreu um trágico acidente enquanto decolava de Puerto Leguízamo, quando transportava tropas da nossa Força Pública. (…) É um evento profundamente doloroso para o país”, declarou Pedro Arnulfo, ministro da Defesa, por meio de sua conta na rede social X.
A aeronave levava um total de 125 indivíduos, divididos entre 11 tripulantes e 114 passageiros, de acordo com o relato do general Fernando Silva, comandante da Força Aeroespacial do país sudeste-americano. Até a última atualização desta matéria, a fatalidade de um dos ocupantes havia sido confirmada.
O general enfatizou que as razões da queda ainda são desconhecidas, contudo, “o certo é que, logo após de decolar, a aeronave sofreu algum problema e caiu em direção ao solo a alguns quilômetros do aeroporto”. Devido à presença de uma instalação militar em Puerto Leguízamo, local da decolagem, as equipes de emergência alcançaram os destroços de maneira ágil, pontuou Fernando Silva.
O modelo envolvido no desastre é um Hércules C-130, integrante da frota da Força Aeroespacial colombiana. Este avião de grande porte figura entre os mais operados mundialmente em missões estratégicas e possui capacidade para alocar até 150 pessoas.
Arnulfo salientou que ainda não é viável cravar o quantitativo exato de vítimas ou as motivações do acidente. O titular da Defesa garantiu que o resgate atua intensamente no perímetro da queda prestando assistência e que uma apuração oficial já foi instaurada.
O presidente Gustavo Petro classificou o episódio como “horrível”, manifestou o desejo de que não haja mais baixas fatais e ressaltou que a ocorrência não deveria ter acontecido. Em sua postagem no X, Petro também utilizou o contexto da tragédia para abordar o orçamento do Exército nacional, argumentando que a instituição padece com o declínio de recursos e demanda atualização tecnológica urgente.
Conforme apuração do periódico colombiano “El Caracol”, dados iniciais apontam que o cargueiro militar teria enfrentado complicações ao executar uma manobra ou na tentativa de ganhar altura imediatamente após levantar voo, fatores mecânicos ou operacionais que teriam culminado na queda.

