A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados aprovou, por 13 votos a 4, a suspensão do mandato do deputado federal Marcos Pollon pelo período de dois meses. A decisão foi tomada nesta semana após análise de representação envolvendo a conduta do parlamentar no exercício do mandato.
Apesar da aprovação no colegiado, a medida ainda não entra em vigor automaticamente. O parecer seguirá agora para votação no plenário da Câmara dos Deputados, onde precisará ser confirmado pela maioria dos parlamentares para que a punição passe a valer oficialmente.
Pollon, que é um dos principais nomes conservadores do Mato Grosso do Sul e defensor da pauta armamentista no Congresso Nacional, tem atuação ligada à direita brasileira e ganhou projeção nacional por discursos firmes em defesa das liberdades individuais, do agronegócio e do direito à legítima defesa.
Nos bastidores políticos, aliados do deputado avaliam que a punição possui forte peso político e ocorre em meio ao aumento da tensão ideológica dentro da Câmara. Parlamentares alinhados à direita têm argumentado que medidas disciplinares vêm sendo utilizadas com rigor seletivo contra deputados conservadores que adotam posicionamentos mais duros em plenário e nas redes sociais.
A representação analisada pela Comissão de Ética apontou suposta quebra de decoro parlamentar durante manifestações do deputado. Durante a sessão, houve debates acalorados entre membros da comissão, com parlamentares defendendo a aplicação da punição e outros alegando que a medida seria desproporcional.
Marcos Pollon ainda poderá recorrer politicamente da decisão junto aos colegas no plenário da Câmara. Caso a suspensão seja confirmada pelos deputados, ele ficará afastado das atividades parlamentares durante o período estabelecido no parecer aprovado.
A votação também repercutiu entre apoiadores do parlamentar nas redes sociais, onde lideranças conservadoras passaram a questionar o tratamento dado a representantes da direita dentro do Congresso Nacional.
O caso deve seguir movimentando os bastidores de Brasília nos próximos dias, principalmente diante do cenário de polarização política que domina o país e das articulações envolvendo parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à bancada conservadora.

