A Costa Rica iniciou oficialmente uma nova fase política com a posse da presidente direitista Laura Fernández Delgado, realizada nesta semana em San José. Aos 39 anos, Laura assume o comando do país prometendo endurecimento contra o crime organizado, fortalecimento da segurança pública e continuidade do projeto político conservador implantado pelo ex-presidente Rodrigo Chaves.
A cerimônia de posse reuniu autoridades internacionais e marcou a consolidação de uma forte guinada à direita no país centro-americano, movimento que vem crescendo em diferentes nações da América Latina.
Laura Fernández venceu as eleições presidenciais de 2026 ainda no primeiro turno, conquistando cerca de 48% dos votos válidos. Ex-ministra da Presidência, ela se tornou uma das figuras mais próximas politicamente de Rodrigo Chaves durante o mandato anterior e construiu sua campanha baseada em segurança pública, liberdade econômica e combate ao narcotráfico.
Ex-presidente seguirá no governo como “superministro”
Um dos pontos que mais chamou atenção após a posse foi a permanência do ex-presidente Rodrigo Chaves dentro do núcleo central do novo governo. Mesmo deixando oficialmente a presidência, Chaves foi nomeado ministro da Presidência e ministro da Fazenda ao mesmo tempo, acumulando duas funções estratégicas.
Na prática, o ex-presidente continuará exercendo forte influência política dentro do governo Laura Fernández, sendo tratado pela imprensa internacional como uma espécie de “superministro”.
Rodrigo Chaves governou a Costa Rica entre 2022 e 2026 e encerrou o mandato com alta popularidade, especialmente por indicadores econômicos positivos e discurso firme contra setores tradicionais da política local.
Governo promete linha dura contra facções criminosas
Durante seu discurso de posse, Laura Fernández afirmou que a Costa Rica não permitirá o avanço do crime organizado dentro do país e anunciou uma ofensiva nacional contra facções ligadas ao narcotráfico.
Entre as medidas defendidas pela nova presidente estão:
- Ampliação das forças policiais;
- Reformas no sistema judicial;
- Endurecimento das leis contra organizações criminosas;
- Modernização da vigilância nas fronteiras;
- Construção de uma prisão de segurança máxima inspirada no modelo adotado em El Salvador.
O novo ministro da Segurança será Gerald Campos, responsável por coordenar a política nacional de combate ao crime.
Quem é Laura Fernández
O nome completo da nova presidente é Laura Virginia Fernández Delgado. Ela ganhou notoriedade nacional após atuar como ministra da Presidência no governo Rodrigo Chaves e passou a ser vista como sucessora natural do grupo conservador que assumiu força no país nos últimos anos.
Laura também defende aproximação diplomática com Estados Unidos e Israel, além de políticas voltadas ao livre mercado e redução da burocracia estatal.
A nova presidente assume o país em um momento de preocupação crescente com o avanço do narcotráfico na América Central, tema que dominou boa parte da campanha eleitoral.
Mudança política fortalece avanço da direita na América Latina
A eleição de Laura Fernández é vista como mais um capítulo do crescimento de governos conservadores na América Latina. A Costa Rica, historicamente conhecida por perfil político moderado, agora passa a adotar um discurso mais rígido na segurança pública e no combate ao crime organizado.
Durante a posse, Laura afirmou que pretende construir uma “nova Costa Rica”, defendendo reformas profundas no funcionamento do Estado e continuidade do legado político de Rodrigo Chaves.
A nova composição do governo também contará com Francisco Gamboa como vice-presidente e Douglas Soto, empresário ligado ao setor financeiro, que deverá atuar futuramente como embaixador da Costa Rica nos Estados Unidos.

