Dono da Havan critica Proposta de Emenda à Constituição que reduz jornada de trabalho, associando a medida a desemprego e inflação
O empresário Luciano Hang publicou nesta quarta-feira (27) uma série de críticas à proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. O dono da Havan argumenta que a adoção de um modelo com quatro dias de atividade e três de descanso, a chamada escala 4×3, trará impactos severos à economia nacional, como o fechamento de empresas e o descontrole inflacionário.
As manifestações ocorreram em suas redes sociais, em resposta direta ao avanço do debate no Congresso Nacional sobre a alteração nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“Eu sou a favor da escala 4×3. Se for para quebrar o Brasil, que seja rápido.”
A declaração em tom de ironia foi acompanhada de argumentos sobre competitividade. Para Hang, o foco do Legislativo deveria estar no crescimento econômico e na inovação, e não em reduzir a carga horária. O empresário sustentou que a “riqueza não nasce de decreto”, mas depende de investimentos, trabalho e produção.
O debate em Brasília ganhou tração após o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, indicar que a legenda pretende apoiar a proposta. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada Erika Hilton, estabelece um teto de 36 horas semanais para os trabalhadores brasileiros.
A resistência no setor produtivo, ecoada por Hang, foca na perda de capacidade de mercado. Ele comparou o cenário brasileiro ao modelo americano de contratação por hora, alertando que o aumento dos custos trabalhistas pode encarecer produtos e asfixiar oportunidades de emprego.
“Menos trabalho. Menos produção. Menos competitividade”, escreveu Hang em uma das imagens divulgadas. O empresário também declarou que “nenhum país ficou rico trabalhando menos e produzindo menos” e projetou que “a conta sempre chega. E quem paga é o povo.”
A tramitação da PEC ainda está em fase inicial, sem cronograma definido para votação final. Enquanto o tema divide parlamentares, o dono da Havan concluiu avaliando que o trabalhador brasileiro “não quer trabalhar menos”, e sim “ganhar mais e crescer na vida”.
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