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Domingo, 10 de maio de 2026

Como a nova taxação de compras internacionais contribuiu para o rombo de R$ 3,4 bilhões nos Correios

BrasilComo a nova taxação de compras internacionais contribuiu para o rombo de R$ 3,4 bilhões nos Correios

Balancete contábil indica descompasso entre receitas e despesas na estatal, que amarga 14 trimestres seguidos de resultados negativos.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) acumulou um prejuízo prévio de R$ 3,4 bilhões nos três primeiros meses deste ano. A informação tem base em um balancete contábil interno da instituição e evidencia a contínua degradação financeira da operação estatal.

O demonstrativo provisório escancara a raiz do déficit: o descolamento agressivo entre o que a empresa arrecada e o que gasta. Até o fim de março, a receita dos Correios ficou estagnada na faixa de R$ 4 bilhões. Em contrapartida, as despesas saltaram de R$ 6,4 bilhões no mesmo período do ano anterior para R$ 7,4 bilhões no exercício atual — um aumento real de um bilhão de reais.

Apesar da escalada nos custos, a direção da empresa já havia se preparado para um cenário ainda mais oneroso. Projeções do próprio departamento financeiro estimavam gastos de R$ 7,6 bilhões para o trimestre inicial. Com o balancete fechado, o gasto efetivo ficou 3% abaixo da previsão interna, uma economia de R$ 200 milhões que, no entanto, foi insuficiente para conter o rombo bilionário.

O resultado do primeiro trimestre aprofunda o abismo fiscal da companhia, que na semana anterior já havia reportado perdas acumuladas de R$ 8,5 bilhões relativas ao ano fechado de 2025. Sem previsão oficial para a publicação definitiva de seus números, a estatal agora soma 14 trimestres consecutivos operando no vermelho, um indicativo claro de insustentabilidade a longo prazo sob a atual gestão.


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