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Domingo, 10 de maio de 2026

Trump diz que “uma civilização inteira morrerá esta noite”

GuerraTrump diz que "uma civilização inteira morrerá esta noite"

Presidente americano exige a reabertura do Estreito de Ormuz, enquanto Teerã mobiliza milhões de civis como escudos humanos em infraestruturas vitais

A ameaça de um conflito militar em larga escala no Oriente Médio atingiu um ponto crítico nesta terça-feira (7). Horas antes do esgotamento do prazo dado para a reabertura do Estreito de Ormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o regime iraniano pode ser aniquilado caso não ceda à exigência norte-americana.

A crise atingiu esse patamar após os Estados Unidos resgatarem pilotos de um caça abatido no espaço aéreo iraniano na segunda-feira. O ultimato de 48 horas termina às 21h no horário de Brasília, colocando sob tensão máxima uma das principais artérias globais para o escoamento de petróleo e ameaçando encerrar abruptamente o atual governo persa, há 47 anos no poder.

Em postagem na rede Truth Social, a retórica de Washington subiu de tom ao indicar a possibilidade real do uso de força letal irrestrita.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada.”

A previsão destrutiva veio acompanhada de uma ponderação de Trump, que afirmou não desejar que o confronto aconteça, embora acredite que “provavelmente acontecerá”. O republicano projeta que as ações trarão um momento revolucionário que porá fim a décadas de corrupção. Já no início da semana, ele havia avisado que todo o país asiático corria o risco de ser eliminado do mapa em uma única noite.

A resposta de Teerã indica que as exigências não serão cumpridas, avançando para uma estratégia civil de enfrentamento. Pela televisão estatal, Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude, convocou estudantes, artistas e profissionais do país a formarem correntes humanas ao redor das usinas de energia iranianas, justificando que são “ativos e capital nacional”.

O movimento também recebe amplo apoio institucional do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O mandatário assegurou que mais de 14 milhões de habitantes — cerca de 15% de toda a população de 90 milhões do país — já confirmaram presença como voluntários em campanhas estatais para a defesa da nação.

“Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, pontuou o presidente Pezeshkian no X, chancelando a estratégia dos escudos humanos sobre alvos prováveis de ataques.

Para a população civil, as vias de resolução parecem cada vez mais escassas. Enfrentando a perspectiva imediata de bombardeios táticos e blecautes massivos, o desespero encontra eco nas ruas. Em relato à agência Associated Press, um morador de Teerã resumiu a situação como quem se encontra acuado pelo esgotamento da diplomacia: “Sinto que estamos presos entre as lâminas de uma tesoura”.


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