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Domingo, 10 de maio de 2026

Irã declara prontidão para enfrentar possível invasão terrestre dos EUA; nações do Oriente Médio buscam solução diplomática para a guerra

GuerraIrã declara prontidão para enfrentar possível invasão terrestre dos EUA; nações do Oriente Médio buscam solução diplomática para a guerra

O líder do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, declarou que, enquanto os Estados Unidos acenam com a possibilidade de diálogo, estariam organizando o envio de forças armadas nos bastidores.

O governo iraniano declarou neste domingo (29) que possui plenas condições de responder a uma eventual invasão por terra liderada pelos Estados Unidos. O país acusou a Casa Branca de arquitetar uma operação terrestre enquanto, simultaneamente, discursa a favor de um acordo.

O pronunciamento surge em um contexto de movimentações diplomáticas envolvendo países do Oriente Médio, os quais promovem um encontro no Paquistão com o objetivo de frear o conflito.

Na visão do presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, os Estados Unidos transmitem mensagens favoráveis a negociações, porém estariam traçando planos paralelos para desembarcar tropas na região. De acordo com o líder, o Irã encontra-se preparado para o combate caso esse cenário se concretize.

As hostilidades tiveram início no dia 28 de fevereiro, impulsionadas por investidas dos EUA e de Israel contra o território iraniano, e em pouco tempo as tensões engolfaram outras partes do Oriente Médio.

No sábado (28), a milícia houthi do Iêmen, que mantém laços com Teerã, executou as suas primeiras ofensivas contra o Estado de Israel desde a eclosão da guerra.

O governo iraniano declarou neste domingo (29) que possui plenas condições de responder a uma eventual invasão por terra liderada pelos Estados Unidos. O país acusou a Casa Branca de arquitetar uma operação terrestre enquanto, simultaneamente, discursa a favor de um acordo.

O pronunciamento surge em um contexto de movimentações diplomáticas envolvendo países do Oriente Médio, os quais promovem um encontro no Paquistão com o objetivo de frear o conflito.

Na visão do presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Ghalibaf, os Estados Unidos transmitem mensagens favoráveis a negociações, porém estariam traçando planos paralelos para desembarcar tropas na região. De acordo com o líder, o Irã encontra-se preparado para o combate caso esse cenário se concretize.

“Enquanto os norte-americanos exigirem a rendição do Irã, nossa resposta é que jamais aceitaremos a humilhação”, salientou.

“Nossos ataques continuam. Nossos mísseis estão posicionados. Nossa determinação e fé aumentaram”, complementou.

As hostilidades tiveram início no dia 28 de fevereiro, impulsionadas por investidas dos EUA e de Israel contra o território iraniano, e em pouco tempo as tensões engolfaram outras partes do Oriente Médio.

No sábado (28), a milícia houthi do Iêmen, que mantém laços com Teerã, executou as suas primeiras ofensivas contra o Estado de Israel desde a eclosão da guerra.

Tais ofensivas amplificam o perigo para a navegação mercantil internacional, que já sofre os impactos do bloqueio do Estreito de Ormuz — canal responsável pelo trânsito de aproximadamente 20% do petróleo e gás natural utilizados em todo o planeta.

Os chefes da diplomacia de Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito promoveram uma reunião neste domingo (29), na cidade de Islamabad, visando debater estratégias para pôr fim às hostilidades, que já se estendem por 30 dias e resultaram em milhares de fatalidades.

As nações participantes do encontro entregaram propostas ao governo americano com foco na desobstrução do Estreito de Ormuz, canal responsável pelo trânsito de aproximadamente 20% da circulação mundial de petróleo e gás natural.

No rol das ideias debatidas figuram o estabelecimento de um esquema tarifário semelhante ao aplicado no Canal de Suez e a estruturação de um grupo de nações encarregado de gerir o trânsito de petróleo na região.

O chefe da diplomacia paquistanesa, Ishaq Dar, declarou que o país servirá de palco, em um futuro próximo, para conversas entre os governos americano e iraniano, de acordo com o divulgado pela agência Associated Press.

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Deslocamento de forças dos EUA

As forças armadas dos Estados Unidos direcionaram milhares de soldados do corpo de fuzileiros navais para a região do Oriente Médio. O pelotão inicial chegou ao local na última sexta-feira (27) através de um navio de assalto anfíbio, conforme informações do Exército dos EUA.

➡️Um navio de assalto anfíbio constitui uma embarcação militar desenvolvida para transportar esquadrões, veículos e aviões até o litoral, possibilitando o início de uma incursão a partir do oceano.

O periódico Washington Post noticiou que o Departamento de Defesa americano (Pentágono) organiza operações terrestres em solo iraniano, as quais poderiam englobar a atuação de grupamentos de elite e de soldados regulares. Até o momento, não existe a confirmação de que o presidente Donald Trump dará o sinal verde para a execução do plano.

O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, pontuou que o governo dos EUA tem capacidade para alcançar suas metas sem a necessidade de colocar militares no terreno, contudo ressaltou que o envio de soldados aumenta o leque de alternativas da gestão.

Tentativas de negociação

O governo do Paquistão busca atuar como ponto de equilíbrio entre os governos de Washington e Teerã e organiza rodadas de diálogo neste domingo. Durante o sábado, o chefe do executivo paquistanês manteve contato com o presidente do Irã.

O líder da diplomacia do Paquistão também conduziu encontros com delegados da Turquia e do Egito previamente às discussões de maior amplitude.

Adicionalmente, existem conversas na esfera militar ocorrendo. O comandante do Exército paquistanês segue em contato com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, de acordo com informantes.

A nação do Paquistão tem se firmado como um vetor diplomático de peso durante as hostilidades, em razão de cultivar laços estreitos tanto com o governo iraniano quanto com a administração americana.

O governo turco também atua, em parceria com outras nações, na elaboração de um projeto para a desobstrução do Estreito de Ormuz — passo avaliado como fundamental para a diminuição do embate.

A Casa Branca exibiu nos últimos dias um projeto para interromper o fogo contendo 15 tópicos, o qual englobava a desobstrução do estreito e a imposição de barreiras ao plano nuclear do Irã. A administração iraniana não aceitou a oferta e propôs suas próprias exigências.

Ataques continuam

Mesmo com o progresso gradativo das tratativas, os enfrentamentos permanecem violentos.

Ao longo deste domingo (29), a corporação Adama, que produz insumos voltados à agricultura e proteção de plantações, comunicou que a sua planta Makhteshim, localizada no setor sul de Israel, foi alvo de um armamento balístico vindo do Irã ou de partes de um projétil, porém não ocorreram vítimas.

A corporação, integrada ao conglomerado chinês Syngenta Group, ressaltou que no momento não há como determinar a gravidade dos estragos.

Na mesma data, as Forças Armadas do Kuwait, nação parceira dos Estados Unidos, comunicaram que 10 de seus membros sofreram ferimentos em decorrência de um ataque com míssil direcionado a um complexo militar. A instalação registrou prejuízos em sua estrutura logo após ser atingida por 14 armamentos balísticos e 12 veículos aéreos não tripulados (drones) no intervalo das últimas 24 horas.

Por outro lado, a Universidade de Isfahan, situada no Irã, declarou ter sido alvo de uma ofensiva coordenada por forças americanas e israelenses.

Na capital Teerã, uma edificação que sedia uma rede de televisão do Catar também foi impactada.

Na região sul do território iraniano, cinco indivíduos perderam a vida em decorrência de um ataque contra uma estrutura portuária no município de Bandar-e-Khamir, de acordo com veículos de comunicação do governo.

No último sábado (28), o governo israelense declarou ter atingido estruturas associadas à fabricação de armamentos em Teerã, englobando áreas de armazenamento e polos produtivos.

Em território libanês, o Estado de Israel também executou ofensivas em direção a pontos vinculados ao grupo Hezbollah, resultando na morte de três profissionais de imprensa, somados a um combatente do Líbano.

O chefe do governo de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo que determinou às suas tropas a ampliação do perímetro de segurança na porção sul do Líbano.

Através de uma gravação, ele expressou o desejo de modificar o cenário de segurança na área norte de seu país.

Conforme Netanyahu, a decisão tem como objetivo elevar a proteção na divisa com o Líbano, diante da escalada das fricções e dos embates na região, os quais potencializam a ameaça de um agravamento generalizado das hostilidades.

Riscos à navegação e à economia

O governo iraniano sustenta as suas ofensivas direcionadas a Israel e às nações do Golfo. No território do Iraque, os sistemas de proteção antiaérea neutralizaram veículos aéreos não tripulados nas proximidades de representantes do governo local.

Diante do bloqueio do Estreito de Ormuz, aumenta o temor em relação a outros trajetos pelo mar, a exemplo do Mar Vermelho, em seguida ao ingresso da milícia houthi nas hostilidades.

Analistas chamam a atenção para o fato de que um agravamento dessas investidas tem o potencial de sobrecarregar ainda mais o cenário econômico mundial.

O chefe do Executivo americano, Donald Trump, fez ameaças de atacar estruturas ligadas à energia no Irã se a nação não proceder com a reabertura do estreito, concedendo, no entanto, um limite de tempo extra de 10 dias.

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