Advogado Abelardo de la Espriella lidera disputa com promessa de endurecer a segurança pública e enfrenta o candidato do atual governo, senador Iván Cepeda.
O eleitorado colombiano definiu um confronto direto entre a direita e o atual projeto de esquerda para o segundo turno das eleições presidenciais. Com 99% das urnas apuradas, o advogado e empresário Abelardo de la Espriella garantiu a liderança da disputa com 43,7% dos votos, superando as projeções iniciais das pesquisas eleitorais.
Espriella enfrentará o senador esquerdista Iván Cepeda, que obteve 40,9% da preferência e representa a continuidade do governo de Gustavo Petro. A disputa coloca em evidência dois modelos distintos de Estado, especialmente no enfrentamento ao crime organizado e na condução da política econômica do país sul-americano.
Apresentando-se como um candidato sem amarras políticas tradicionais, Espriella concentrou sua plataforma no endurecimento da segurança pública. O plano do direitista inclui uma ofensiva firme contra grupos armados ilegais e a construção de dez megaprisões, aliados a propostas de redução da pobreza por meio de melhorias estruturais em educação, saúde e habitação. O candidato, que ao longo da carreira atuou na defesa do empresário Alex Saab, tem alertado os eleitores que a vitória da esquerda significaria a manutenção das políticas intervencionistas da atual gestão, a exemplo da paralisação de novos projetos de exploração de petróleo.
Do outro lado, Cepeda frustrou as sondagens que o colocavam na liderança isolada da disputa. Filho de um líder histórico do comunismo colombiano, o senador promete estender a política governista de buscar negociações de paz com organizações armadas — estratégia que registrou poucos avanços práticos sob a atual presidência. No campo socioeconômico, o candidato de esquerda planeja aumentar a carga tributária sobre os mais ricos, expandir a cobertura de saúde e distribuir um milhão de hectares de terras para vítimas do conflito interno de seis décadas.
O cenário para a rodada final foi consolidado com a eliminação da candidata Paloma Valencia, também do campo da direita, que encerrou sua participação no pleito com 6,9% dos votos válidos. A decisão definitiva agora exigirá que os eleitores escolham entre o projeto de ordem de Espriella ou a continuidade das diretrizes de Cepeda.
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