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Política

Lula recebe mais votos que Flávio Bolsonaro em seções eleitorais de presídios no segundo turno

Petista somou 7.015 votos, contra 2.298 do candidato do PL. Resultado inclui votos de servidores e outros eleitores autorizados, não apenas de detentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais votos que Flávio Bolsonaro (PL) nas seções eleitorais instaladas em unidades prisionais brasileiras durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula contabilizou 7.015 votos, enquanto Flávio recebeu 2.298.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (27) em levantamento publicado pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, com dados da Justiça Eleitoral.

A votação nas unidades prisionais voltou ao centro da discussão política durante a campanha presidencial, especialmente após os confrontos entre os dois candidatos em debates eleitorais.

Nordeste registra os maiores percentuais de Lula

Entre os estados analisados, Lula obteve seus melhores resultados no Nordeste. Na Paraíba, o petista alcançou 87,2% dos votos nessas seções, enquanto Flávio ficou com 12,8%. No Piauí, a diferença foi de 85,4% a 14,6%. Já no Rio Grande do Norte, Lula recebeu 84% dos votos, contra 16% do candidato do PL.

Em duas unidades prisionais, todos os votos contabilizados foram destinados a Lula. No Centro de Detenção Provisória de Aquiraz, no Ceará, o presidente recebeu os 32 votos registrados. No Presídio Regional de Sapé, na Paraíba, obteve os dez votos contabilizados.

Em São Paulo, estado com o maior número de votos registrados nessas seções, Lula somou 2.156 votos, contra 546 de Flávio Bolsonaro.

O candidato do PL, por sua vez, apresentou seus melhores desempenhos em Goiás, com 46,6%; Mato Grosso, com 42,3%; e Amazonas, com 38,7%.

Nem todos os eleitores dessas seções são presos

Os resultados exigem uma distinção importante: os votos registrados em seções instaladas em presídios não representam exclusivamente a escolha dos detentos.

Essas seções também podem receber votos de agentes penitenciários, servidores e outros eleitores autorizados que tenham transferido temporariamente o local de votação para a unidade.

Além disso, a legislação brasileira permite que presos provisórios, sem condenação criminal definitiva, votem, desde que estejam com a situação eleitoral regular e atendam às exigências da Justiça Eleitoral.

Já pessoas condenadas criminalmente por decisão definitiva têm os direitos políticos suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação.

Votação já havia favorecido Lula no primeiro turno

No primeiro turno das eleições de 2026, Lula também ficou à frente de Flávio Bolsonaro nas seções eleitorais instaladas em unidades prisionais e socioeducativas.

Naquela etapa, o petista obteve 7.155 votos, contra 2.351 do candidato do PL, segundo os dados compilados a partir dos boletins de urna.

A votação nesses locais representa uma parcela pequena do eleitorado brasileiro e não permite, isoladamente, concluir qual é a preferência política de toda a população carcerária do país.

Com informações do Metrópoles, do Tribunal Superior Eleitoral e de levantamentos publicados pela imprensa.
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