Campo Grande (MS), 3 de outubro de 2025
O ex-deputado federal Edson Giroto (PL) foi declarado inelegível pela Justiça, menos de um mês após participar de articulações políticas que indicavam sua possível candidatura nas eleições de 2026.
A decisão foi tomada em ação de improbidade administrativa relacionada à Operação Lama Asfáltica, que investigou um dos maiores esquemas de corrupção em Mato Grosso do Sul. Mesmo tendo sido absolvido em outro processo da mesma operação, a nova sentença suspende seus direitos políticos por dez anos.
Apoio interno no PL
O nome de Giroto havia ganhado força dentro do Partido Liberal (PL), especialmente após o aval do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, que chegou a discutir sua candidatura como prioridade em conversas com o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL).
Com a decisão judicial, os planos eleitorais que vinham sendo costurados em Campo Grande sofrem um revés, enfraquecendo a movimentação do grupo político que buscava recolocar Giroto na disputa.
Detalhes da decisão
O processo foi conduzido pela 31ª Promotoria de Justiça e teve sentença assinada pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.
A determinação judicial reforça o peso da Operação Lama Asfáltica, que já levou à condenação e cassação de direitos de diversas figuras políticas no Estado, reacendendo o debate sobre corrupção e inelegibilidade em Mato Grosso do Sul.