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Sábado, 16 de maio de 2026

União Europeia exclui Brasil de lista de exportadores de carne sob nova regra sanitária

BrasilUnião Europeia exclui Brasil de lista de exportadores de carne sob nova regra sanitária

Bloco europeu exige garantias contra o uso de antimicrobianos na pecuária; restrição entra em vigor em setembro em meio a tensões sobre o acordo com o Mercosul

A União Europeia deixou o Brasil fora da atualização de países autorizados a manter exportações de carne e animais para o bloco europeu. A relação, divulgada nesta terça-feira (12), elenca as nações que cumprem as exigências sanitárias contra o uso excessivo de antimicrobianos na criação de gado.

A exclusão tem efeito prático a partir de 3 de setembro, data em que apenas as nações aprovadas na listagem poderão enviar seus produtos ao continente. A justificativa de Bruxelas é a ausência de garantias, por parte do governo brasileiro, de que substâncias antimicrobianas não são utilizadas na pecuária nacional. O Brasil constava na versão anterior da lista, publicada em 2024.

O endurecimento das regras ocorre em um momento de atrito comercial com o setor agrícola da França e de outros países europeus. O bloco enfrenta críticas internas após a assinatura do acordo de livre comércio com o Mercosul, que entrou em vigor em caráter provisório no dia 1º de maio e aguarda análise judicial sobre sua legalidade na Europa.

Para o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, a cobrança de padrões elevados é uma questão de reciprocidade. “Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona”, pontuou o dirigente.

A regulação europeia proíbe expressamente a aplicação de antimicrobianos em animais com o objetivo de promover crescimento ou elevar a produção. As normas também vetam tratamentos veterinários com substâncias reservadas para o controle de infecções em humanos, diretriz que integra a política do continente contra a resistência dos micróbios aos medicamentos.

A exclusão pode ser revertida antes do prazo de setembro. A relação de nações autorizadas deve ser atualizada em breve, assim que as autoridades brasileiras responderem formalmente a Bruxelas. O Ministério da Agricultura ainda não se manifestou publicamente sobre as novas exigências.


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