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Rio de Janeiro vive dias de guerra: facção Comando Vermelho enfrenta megaoperação policial com uso de drones e cerco aéreo

Rio de Janeiro vive dias de guerra: facção Comando Vermelho enfrenta megaoperação policial com uso de drones e cerco aéreo

O Rio de Janeiro amanheceu em clima de guerra nesta terça-feira, 28 de outubro de 2025. Comunidades da Zona Norte, especialmente nos Complexos do Alemão, da Penha e da Pedreira, se transformaram em verdadeiras zonas de conflito entre a facção Comando Vermelho (CV) e as forças de segurança do Estado. A megaoperação integrada entre Polícia Civil, Polícia Militar e forças especiais tem como objetivo prender chefes do tráfico e desarticular o comando territorial da facção.

Desde as primeiras horas da manhã, o barulho de tiros, granadas e sobrevoos de aeronaves tomou conta das comunidades. Mais de 2 mil policiais foram mobilizados para a ação, que também conta com apoio aéreo e uso intensivo de drones de reconhecimento. Os equipamentos estão sendo utilizados para identificar movimentações dos criminosos, localizar barricadas e monitorar áreas de difícil acesso, reduzindo o risco de emboscadas.

De acordo com informações preliminares, pelo menos quatro criminosos foram mortos em confronto direto e 25 pessoas já foram presas, entre elas suspeitos ligados à liderança regional do Comando Vermelho. A operação também apreendeu fuzis, granadas, pistolas, coletes balísticos e rádios comunicadores.

As forças de segurança informaram que a facção reagiu com violência à ofensiva, posicionando atiradores em pontos estratégicos, bloqueando acessos e utilizando drones próprios para vigiar as equipes policiais. Essa nova tática, segundo autoridades, mostra o nível de sofisticação do crime organizado no Rio, que tem utilizado tecnologia e armamento de guerra para manter o controle sobre os territórios.

Moradores relatam horas de tiroteio intenso, ruas bloqueadas e escolas fechadas. O transporte público foi interrompido em diversas regiões, e muitos trabalhadores ficaram impossibilitados de sair de casa. Nas redes sociais, vídeos mostram helicópteros sobrevoando as favelas, viaturas avançando sob fogo cruzado e criminosos tentando fugir por becos e telhados.

O governo estadual declarou que a operação tem caráter contínuo e visa retomar o controle total das comunidades dominadas pelo tráfico, com foco na prisão de lideranças e na destruição de rotas usadas para transporte de armas e drogas. O comando da Polícia Militar destacou que esta é uma das maiores ações já realizadas no estado, e que a presença policial será mantida até que as áreas estejam completamente pacificadas.

Especialistas em segurança pública afirmam que a guerra urbana no Rio de Janeiro ultrapassa o limite de ações pontuais e exige estratégias permanentes de ocupação, inteligência e investimentos em tecnologia. O uso de drones, câmeras de longo alcance e monitoramento por satélite tem se mostrado fundamental para enfrentar um crime cada vez mais estruturado e bem armado.

O cenário reforça a gravidade da crise de segurança no estado. O confronto entre o Comando Vermelho e as forças policiais é apenas o reflexo de anos de domínio territorial e fragilidade institucional, que transformaram comunidades inteiras em reféns da violência. Enquanto o Estado tenta avançar com operações massivas, o crime responde com poder de fogo e tecnologia, prolongando uma guerra que parece longe de chegar ao fim.

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