O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, concedeu uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (28) após uma das maiores operações de segurança já realizadas no estado. O chefe do Executivo fluminense falou em “terrorismo urbano” e criticou duramente o governo federal por negar apoio três vezes diante da escalada de violência promovida por facções criminosas nas comunidades da Zona Norte do Rio.
Durante a coletiva, Castro afirmou que o Rio de Janeiro vive uma guerra declarada contra o crime organizado, que tem utilizado táticas de guerra, incluindo ataques coordenados, explosões e o uso de drones para monitorar a movimentação das forças policiais. Segundo o governador, o objetivo do Estado é retomar o controle das áreas dominadas e restabelecer a segurança da população.
Mais de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, além de unidades de elite, foram mobilizados para atuar nos complexos do Alemão, da Penha e da Pedreira. A operação, que começou ainda na madrugada, resultou em dezenas de mortos e mais de 80 presos, incluindo líderes locais do Comando Vermelho, principal facção envolvida nos ataques. Helicópteros, veículos blindados e aeronaves não tripuladas foram empregados para mapear áreas de difícil acesso e evitar emboscadas.
Castro declarou que o governo do estado solicitou apoio federal em três ocasiões, mas que os pedidos foram ignorados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o governador, o momento exige união e ação imediata.
“O Rio precisa de ajuda. Não estamos falando de criminalidade comum, mas de terrorismo. E terrorismo se combate com força, inteligência e presença do Estado”, afirmou.
A violência chegou a interromper o funcionamento de escolas, transporte público e unidades de saúde em várias regiões da capital. Imagens registradas por moradores mostram tiroteios intensos, incêndios e barricadas que paralisaram o trânsito e colocaram famílias em situação de pânico.
O governo do estado anunciou que a operação vai continuar de forma permanente, com reforço de policiamento e integração de forças para conter o avanço das facções. Segundo Castro, o objetivo é restabelecer a paz e garantir que “nenhum território do Rio esteja acima da lei”.
O clima na capital segue tenso. O governador prometeu transparência total nas ações e reforçou que o Rio de Janeiro não vai recuar diante do crime organizado, pedindo que o governo federal deixe a política de lado e atue ao lado do estado para proteger os brasileiros que vivem em meio ao caos.