O jornal norte-americano Wall Street Journal publicou um editorial contundente acusando o Supremo Tribunal Federal (STF) de ter promovido um “golpe de Estado” no Brasil. Segundo o texto, a Corte teria ultrapassado os limites constitucionais ao assumir poderes que, em um regime democrático, caberiam ao Legislativo e ao Executivo.
O artigo menciona decisões recentes do STF, incluindo prisões de opositores, bloqueios de perfis nas redes sociais e intervenções em temas que, tradicionalmente, não fazem parte das competências diretas do Judiciário. O veículo norte-americano sustenta que tais ações configuram um processo de concentração de poder incompatível com a separação de poderes prevista na Constituição brasileira.
A publicação ainda afirma que, embora os danos institucionais já sejam graves, “ainda não é tarde” para que o país recupere o equilíbrio democrático. Para isso, defende que haja reação das instituições e pressão da sociedade civil para restaurar os freios e contrapesos que garantem a pluralidade política e a liberdade de expressão.
O editorial provocou forte repercussão internacional, sendo visto por críticos do STF como um respaldo à denúncia de abusos de autoridade no Brasil. Por outro lado, defensores da Corte alegam que as medidas foram necessárias para preservar a democracia diante de ameaças que, segundo eles, colocaram o sistema constitucional em risco.
O posicionamento do Wall Street Journal insere o Brasil no centro de um debate global sobre os limites da atuação do Judiciário e o risco de desequilíbrio entre os poderes em regimes democráticos.

