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Sábado, 16 de maio de 2026

Agronegócio de MS ganha força em negociações comerciais entre Brasil e França

EconomiaAgronegócio de MS ganha força em negociações comerciais entre Brasil e França

Encontro entre CNA e câmara de comércio francesa em São Paulo debate acordo com a União Europeia e abertura de mercados para o estado

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, reuniu-se nesta terça-feira com representantes da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCIFB-SP) para articular a expansão de produtos sul-mato-grossenses no mercado europeu. O diálogo, focado no acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, buscou consolidar a posição do estado frente a exigências ambientais e comerciais do bloco.

A ofensiva ocorre no esteio de conquistas recentes de Mato Grosso do Sul, como o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação. O status atestado pelo presidente da Iagro, Daniel Ingold, presente na reunião, é considerado um passaporte estratégico para acessar mercados internacionais rigorosos e garantir maior competitividade à proteína produzida na região.

Para Bertoni, que também exerce o cargo de vice-presidente de Secretaria da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as tratativas precisam resultar em avanços equilibrados. “Mato Grosso do Sul tem se consolidado como referência em produção sustentável e sanidade animal”, sustentou o dirigente. Ele acrescentou que fortalecer essa relação é essencial para abrir portas e valorizar a produção rural do estado.

Do lado francês, o presidente da CCIFB-SP, Thierry Besse, demonstrou abertura para estreitar o relacionamento com o setor produtivo nacional, indicando que a aproximação com a América do Sul representa um cenário de ganhos mútuos. “O Brasil é um grande parceiro e precisamos nos relacionar melhor”, observou.

Besse sinalizou ainda que a entidade está à disposição para manter o diálogo contínuo com o agronegócio. “Conhecemos a pujança desse setor e entendemos que a fusão bilateral trará benefícios”, destacou o representante comercial.

A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, endossou a posição favorável à abertura de mercados, fazendo a ressalva de que a integração depende fundamentalmente de um equilíbrio real entre as partes envolvidas nas negociações do acordo.


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