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Política

Trump diz que "não vai se envolver" com situação de Flávio Bolsonaro

O presidente dos Estados Unidos afirma que não irá se envolver na situação política do Brasil

Washington — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não irá se envolver nas recentes turbulências políticas no Brasil, após Flávio Bolsonaro, candidato derrotado na eleição, publicar uma carta se autoproclamando presidente do país. Momentos depois, Flávio se redefiniu como "líder do Brasil".

Questionado sobre a declaração de Flávio, Trump evitou comentar diretamente, mas mencionou: "Eu não vou comentar sobre isso, mas eu sei que nós autorizamos a entrada dele no país. Então, veremos." O mandatário republicano reiterou, pela quarta vez, suas críticas ao segundo turno da eleição brasileira, afirmando: "Não vou me envolver, mas isso foi uma eleição muito estranha. Isso é certeza."

Ainda durante a conversa, Trump expressou conhecer Lula e Flávio, além de seu pai, Jair Bolsonaro, mas ressaltou: "É o Brasil, um outro país." Ele também informou que aprovaria a entrada de Flávio nos Estados Unidos, embora tenha admitido não saber onde o ex-candidato se encontra atualmente.

Após sua derrota para Lula, Flávio declarou intenção de solicitar a anulação das eleições. Em um vídeo gravado no dia seguinte, ele sinalizou uma desistência dessa ação, embora tenha se queixado sobre a ordem de Alexandre de Moraes, que envolvia seus passaportes. Ele disse que ficaria no Brasil para liderar a oposição.

Na noite de terça-feira, Trump afirmou que o governo americano concederá vistos a Flávio e sua família, permitindo sua entrada e permanência nos Estados Unidos por um ano, segundo informações obtidas pela Folha. A autorização é classificada como "DT", indicando que Flávio tem um registro humanitário.

Flávio Bolsonaro, desembarcando em Miami na manhã deste dia 28 de outubro, usou passaporte italiano para entrar na Argentina e não passou por controle em território brasileiro. O senador apresentou seu registro humanitário que autoriza sua permanência nos EUA por um ano e contém a informação sobre sua chegada em outubro de 2026.

As contestações de Flávio em relação às eleições, incluindo a argumentação de que um pequeno número de votos foi registrado após as 17h no dia da votação, destacam a ênfase que ele dá à prorrogação do horário como um ponto de nulidade.


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