Tratado prevê liberação imediata do Estreito de Ormuz, suspensão de bloqueios navais e negociações de 60 dias para estabilizar a região.
Os governos dos Estados Unidos e do Irã formalizaram neste domingo (14) um pacto de paz que encerra as operações militares no Oriente Médio. A negociação, intermediada pelo Paquistão, estabelece um cessar-fogo imediato em todas as frentes de combate, incluindo o território libanês.
A assinatura presencial do documento está programada para a próxima sexta-feira (19) na Suíça. O entendimento desarticula uma crise direta que se arrastava há quatro meses, marcada por embargos, retórica hostil e disparos de mísseis contra infraestruturas estratégicas nas águas do Golfo Pérsico.
A reabertura do Estreito de Ormuz figura como eixo econômico principal da resolução. A via marítima concentra parte significativa do escoamento global de petróleo e operava sob isolamento e tensão desde a eclosão dos confrontos. O presidente americano Donald Trump determinou o fim do bloqueio operado pela marinha dos Estados Unidos e celebrou publicamente a conclusão diplomática.
Em publicações diretas no fim de semana, o chefe da Casa Branca orientou as frotas mercantes a retomarem suas rotas habituais, autorizando a passagem para que os navios “liguem seus motores” e voltem a escoar combustível. Trump indicou que a tratativa anula as ambições nucleares de Teerã e adiantou que o desmantelamento das instalações ocorrerá de forma gradual no futuro, sob supervisão internacional.
Para o governo iraniano, a sustentação do cessar-fogo depende do alívio efetivo e imediato do asfixiamento financeiro. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, garantiu à televisão estatal do país que a interrupção dos ataques tem efeito prático desde domingo. O diplomata explicou que o acordo inicia uma fase técnica de 60 dias para consolidar o levantamento sistêmico das sanções econômicas e definir mecanismos legais de reconstrução das áreas afetadas.
A arquitetura do memorando abrange concessões bilaterais que nos dias anteriores geravam versões conflitantes na imprensa. Relatórios de inteligência e agências ocidentais sustentam que o Irã entregará seu programa atômico em troca da liberação progressiva de ativos soberanos até então congelados por Washington. Em contrapartida, publicações estatais iranianas reforçavam a demanda pela saída definitiva de tropas americanas das adjacências de sua fronteira.
O avanço à mesa ocorreu pouco depois do pior pico de instabilidade das últimas semanas, desencadeado pela queda de um helicóptero militar americano perto de Ormuz. O colapso aéreo gerou uma cadeia de retaliações: americanos atingiram radares estratégicos iranianos, enquanto as forças de Teerã contra-atacaram alvos no Bahrein e mobilizaram baterias de mísseis em direção a nações do Golfo.
O Paquistão garantiu o controle do diálogo diante das explosões. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif orquestrou a estrutura das assinaturas eletrônicas que garantem a paralisação do fogo antes da cúpula europeia. Na avaliação do premiê, o encerramento do conflito fornece “uma base sólida para uma paz duradoura” entre as potências antagonistas.
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