Representantes do Ministério da Saúde, do CDC de Atlanta e da Tephinet avaliaram positivamente o modelo integrado de monitoramento biológico do Estado
Campo Grande — Mato Grosso do Sul concluiu na última quinta-feira (25) uma rodada de inspeções técnicas conduzidas por órgãos federais e agências internacionais de saúde. A missão avaliou a estrutura da Secretaria de Estado de Saúde (SES) para o monitoramento, prevenção e resposta a vírus respiratórios no território sul-mato-grossense.
Durante três dias, técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios do Ministério da Saúde, acompanhados por representantes da Tephinet (Rede de Programas de Treinamento em Epidemiologia e Intervenções de Saúde Pública) e do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) de Atlanta, nos Estados Unidos, percorreram instalações estratégicas.
A comitiva inspecionou o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, unidade de referência para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O itinerário também contemplou visitas a unidades sentinelas de monitoramento epidemiológico nos municípios de Campo Grande e Sidrolândia.
A adoção de estratégias alinhadas às recomendações internacionais foi um dos pontos destacados pela assessora técnica do Ministério da Saúde, Walquiria Almeida. Segundo a especialista, o Estado frequentemente se antecipa na implementação de diretrizes preconizadas pelo governo federal e por entidades globais como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
A escolha do território para a auditoria técnica decorre tanto de resultados práticos quanto de vulnerabilidades geográficas e econômicas. Graziela Alvares, consultora da Tephinet e articuladora da cooperação internacional, enfatizou que a extensa linha de fronteira internacional do Estado, somada à forte presença de suinocultura e avicultura na região, exige um controle sanitário rigoroso, justificando o acompanhamento detalhado das práticas locais.
Para a administração estadual, a validação externa sinaliza a eficácia do arranjo institucional. Lívia Mello, gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, apontou que o modelo se sustenta na cooperação integrada entre a rede hospitalar, a assistência farmacêutica, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), a imunização e a Rede Estadual de Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh).
O fluxo de monitoramento contínuo entre laboratórios e hospitais serve como subsídio para o aprimoramento das políticas de saúde pública no país, consolidando dados práticos sobre a realidade epidemiológica de áreas fronteiriças e de alta produção agropecuária.
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