Washington / Caracas – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (29/12/2025) que autorizou o primeiro ataque militar terrestre norte-americano em território venezuelano, em uma ação que, segundo ele, teve como alvo direto o narcotráfico ligado ao regime de Nicolás Maduro.
Em entrevista à rádio norte-americana WABC, Trump descreveu a operação como decisiva e de grande impacto.
“Houve uma grande explosão na área do cais onde eles carregam os barcos com drogas. A estrutura não existe mais”, declarou o presidente.
Segundo Trump, forças americanas — possivelmente integrantes das Forças Armadas dos EUA ou da CIA — teriam eliminado uma instalação estratégica utilizada por narcotraficantes, que operariam em parceria com setores do governo venezuelano.
Mudança de estratégia militar
Até então, as ações dos Estados Unidos contra o narcotráfico venezuelano vinham se concentrando em operações marítimas, com apreensão de petroleiros, interceptação de embarcações suspeitas e forte presença militar no Caribe, incluindo o deslocamento de navios de guerra, caças e porta-aviões.
A confirmação de uma ação em solo representa uma mudança significativa na postura americana, elevando o nível de tensão diplomática e militar na região.
Detalhes mantidos sob sigilo
Trump afirmou ainda que a localização exata do alvo não foi divulgada por razões estratégicas, mas reforçou que se tratava de uma “grande fábrica ou instalação de onde saíam barcos carregados de drogas”.
“Eliminamos uma instalação-chave do narcotráfico”, disse.
Contexto e pressão internacional
A ação já havia sido antecipada no domingo (28) pelo The New York Times, que citou fontes do governo norte-americano indicando que medidas mais duras estavam sendo analisadas contra o regime de Maduro. A pressão internacional se intensificou após os Estados Unidos reafirmarem a recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura do líder venezuelano.
Até o momento, o governo da Venezuela não se pronunciou oficialmente sobre a declaração de Trump.
A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos, diante do risco de escalada militar e instabilidade regional na América Latina.