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Geopolítica

Líder supremo do Irã afirma que vingança por morte de aiatolá é exigência nacional

Declaração de Mojtaba Khamenei ocorre após cerimônias fúnebres e em meio a novas ameaças de retaliação militar feitas pelo presidente americano Donald Trump

Teerã — Em sua primeira manifestação pública desde o sepultamento de seu pai, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou neste sábado (11) que a retaliação contra os Estados Unidos e Israel é um objetivo inevitável para o regime islâmico. A mensagem foi divulgada em suas redes sociais oficiais logo após a conclusão das extensas cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, morto em fevereiro durante uma ofensiva militar ocidental.

A declaração da nova liderança iraniana eleva a temperatura geopolítica na região, ocorrendo dias depois de multidões entoarem palavras de ordem contra Washington durante o cortejo fúnebre. O sepultamento de Ali Khamenei foi concluído no santuário do Imã Reza, em Mashhad, encerrando um período de seis dias de homenagens públicas que o regime utilizou para projetar uma imagem de coesão interna e força nacional diante do prolongado desgaste militar.

Khamenei, que assumiu o comando da teocracia sob forte escrutínio devido à sua ausência física nos atos públicos — motivada, segundo fontes de inteligência de Washington, por ferimentos graves sofridos nos mesmos bombardeios de fevereiro —, buscou consolidar sua autoridade com um discurso de linha dura. Em nota veiculada pela agência estatal Fars, o líder assegurou que o plano de retaliação não recuará diante de pressões externas.

"A vingança é uma exigência da nossa nação e certamente deve ser concretizada."

O chefe de gabinete do antigo líder, Mohammad Golpaygani, afirmou à TV estatal que o sepultamento ao lado de familiares — incluindo a filha, a neta e a esposa de Mojtaba, também mortas nos ataques — cumpriu um desejo expresso do antigo aiatolá. A estabilização do comando político em Teerã agora enfrenta o desafio de conter dissidências internas e uma economia sob sanções, enquanto a nova liderança jura dar continuidade ao programa militar do país.

A retórica de Teerã encontra eco em relatórios recentes de segurança no Ocidente. De acordo com informações compartilhadas por Israel com agências de inteligência dos Estados Unidos, haveria planos concretos em armação por parte do regime iraniano para visar o presidente americano Donald Trump. O líder republicano respondeu de forma contundente por meio de redes sociais, afirmando que as Forças Armadas americanas estão de prontidão para desferir um ataque devastador caso as ameaças se materializem.

"Mil mísseis estão prontos para o disparo e apontados para a República Islâmica do Irã", advertiu Trump, sinalizando o fim definitivo do memorando de cessar-fogo assinado entre as nações no ano passado. Enquanto mediadores internacionais tentam articular canais diplomáticos de contenção no Oriente Médio, as Forças Armadas iranianas e a Guarda Revolucionária reiteram que qualquer nova incursão estrangeira em seu território resultará em respostas imediatas contra bases americanas instaladas na região.


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