Medidas financeiras miram Ali Ansari e outras 13 entidades após novos incidentes envolvendo petroleiros no Estreito de Ormuz
São Paulo — Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (10) a imposição de novas sanções econômicas direcionadas ao Irã, motivadas pelo recente acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O principal alvo da ofensiva financeira é o banqueiro e empresário iraniano Ali Ansari, radicado em Dubai, apontado pelas autoridades americanas como peça central na sustentação de atividades militares e lideranças do regime.
Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, a decisão foi adotada de forma retaliatória após a retomada de ataques perpetrados por Teerã contra navios petroleiros no Estreito de Ormuz. O canal marítimo detém extrema relevância estratégica para a economia de mercado global, sendo a rota de tráfego por onde escoa aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no planeta.
A nova rodada de restrições da administração de Donald Trump alcança, além de Ansari, outras 13 pessoas e entidades empresariais. Relatórios do governo dos Estados Unidos indicam que o banqueiro atuava de forma expressiva como um "importante financiador" do novo líder do Irã, Mojtaba Khamenei. As investigações apontam que riqueza pública foi intencionalmente desviada para estruturar um portfólio robusto de imóveis e participações comerciais em território estrangeiro.
Ainda de acordo com as autoridades de Washington, os montantes desviados pelo empresário beneficiavam diretamente a elite do governo de Teerã e o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Ansari já havia sido alvo prévio de restrições por parte do Reino Unido sob alegações similares de suporte financeiro à Guarda Revolucionária, um precedente internacional que embasou as novas medidas punitivas anunciadas pela Casa Branca.
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