O governo do Paraguai deu um passo histórico no combate ao crime organizado ao autorizar oficialmente o uso das Forças Armadas em operações diretas contra facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A decisão foi anunciada após uma série de ataques e confrontos violentos em regiões de fronteira, especialmente nas áreas próximas a Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, onde a presença dessas organizações tem causado terror à população e instabilidade na segurança pública.
Com a nova medida, os militares paraguaios passam a ter permissão para agir com força letal contra integrantes das facções, considerados grupos terroristas pelo governo local. A autorização inclui o uso de armamento pesado e ações coordenadas com as forças policiais e de inteligência.
Segundo o presidente paraguaio, a medida é uma resposta direta à escalada de violência e à infiltração do crime organizado no país. Ele ressaltou que o Paraguai não será refém de bandidos estrangeiros e que o Estado tem o dever de proteger seus cidadãos e suas fronteiras.
Nos últimos meses, operações conjuntas já resultaram na prisão de dezenas de criminosos ligados ao tráfico de drogas e armas, muitos deles com conexões diretas com o PCC e o Comando Vermelho.
A decisão é vista como um marco no endurecimento da política de segurança na América do Sul, especialmente diante da ineficiência de governos vizinhos em conter o avanço das facções transnacionais que operam dentro e fora do Brasil.
Com a nova diretriz, o Paraguai envia um recado claro: quem desafiar a lei será neutralizado, reafirmando a soberania e o compromisso do país com a ordem e a segurança.