O teto da receita familiar terá variação entre R$ 3.200 e R$ 13 mil, conforme o texto ratificado pelo colegiado. A medida também estabelece a correção nos montantes máximos das unidades habitacionais financiadas através das Faixas 3 e 4.
O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) autorizou nesta terça-feira (24) o aumento das margens de rendimentos e dos montantes para financiamentos dentro do projeto de moradia Minha Casa, Minha Vida.
💰 Através das recentes diretrizes, a Faixa 1 — que hoje atende grupos familiares com ganhos de até R$ 2.850 — passou a abranger remunerações de até R$ 3.200.
💰 Já a Faixa 2 teve seu patamar máximo reajustado de R$ 4.700 para R$ 5.000, ao passo que a Faixa 3 subiu de R$ 8.600 para R$ 9.600.
💰 E a Faixa 4, direcionada aos setores de classe média, teve seu teto estendido de R$ 12 mil para R$ 13 mil.
Mesmo com o aval do grupo gestor, as novas determinações apenas entrarão em vigor após a divulgação oficial na Imprensa Nacional.
💵 Igualmente foi aceita a atualização dos preços máximos das propriedades financiadas nos níveis mais elevados. Confira:
- Faixa 3: o limite saltará de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
- Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Conforme exposto por Sandro Pereira Silva, secretário-executivo substituto do órgão, a repercussão projetada dessas ações no orçamento de subsídios é de R$ 500 milhões.
“Essas decisões que apresentamos neste momento, tanto a correção nas categorias de renda quanto o preço máximo do imóvel, provocam um reflexo de R$ 500 milhões no orçamento de descontos. E um efeito no oneroso de R$ 3,6 bilhões que, na realidade, é mantido pelas verbas existentes no fundo social. Desse modo, não haveria reflexo de capital no oneroso”, explicou.
🏠 Reintroduzido na presente administração, o Minha Casa, Minha Vida figura como um dos pontos centrais da estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Instituído em 2009, o projeto visa facilitar o ingresso à casa própria para núcleos familiares de baixa e média renda.
Somado às alterações no plano habitacional, o conselho também validou o retorno do FGTS-Saúde e a inserção de novos beneficiários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).