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Brasil

Calote Bilionário: Dívida única de R$ 3,6 bi eleva inadimplência do Banco do Brasil

Instituição fecha 2025 com lucro de R$ 20,7 bilhões, queda de 45,4% ante o ano anterior; impacto de empresa do atacado puxou índice de atrasos para cima.

O Banco do Brasil (BB) revelou em seu balanço financeiro, divulgado nesta quarta-feira (11), que um calote de R$ 3,6 bilhões vindo de uma única empresa do setor de atacado impactou significativamente seus resultados do quarto trimestre de 2025. O evento fez o índice de inadimplência acima de 90 dias saltar para 5,17%, superando os 4,51% do trimestre anterior. Sem esse calote específico, a taxa teria ficado em 4,88%.

O “Caso Antigo”

Embora o nome da empresa não tenha sido revelado oficialmente, o vice-presidente de Riscos do BB, Felipe Prince, descreveu a situação como um “caso antigo e problemático” que já vinha sendo provisionado. Segundo o executivo, a negociação foi concluída no final de 2025 e a operação regularizada em janeiro de 2026, sendo cedida a terceiros.

Raio-X do Balanço de 2025

O ano foi desafiador para o banco, que registrou um lucro líquido de R$ 20,7 bilhões — uma queda abrupta de 45,4% em relação a 2024.

A presidente-executiva Tarciana Medeiros definiu 2025 como um ano de ajustes, pressionado pelo aumento da inadimplência no agronegócio e mudanças contábeis.

  • Lucro do 4º Trimestre: R$ 5,7 bilhões (queda de 40,1% anual, mas alta de 51,7% sobre o trimestre anterior).
  • Carteira de Crédito: Encerrou o ano em R$ 1,3 trilhão (+1,4% no trimestre).
  • Retorno sobre Patrimônio (ROE): Voltou aos dois dígitos no último trimestre, fechando em 12,4%, ainda longe dos patamares de concorrentes como Itaú (24,4%).

Projeções para 2026

O banco adota um tom de “otimismo cauteloso” para este ano, prevendo um lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. A expectativa é de crescimento moderado na carteira de crédito (0,5% a 4,5%) e foco na recuperação da rentabilidade e mitigação de riscos.

Para acalmar os ânimos do mercado, o BB anunciou a distribuição de R$ 1,2 bilhão em Juros Sobre Capital Próprio (JCP) aos acionistas.

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Banco do BrasilCaloteFelipe Prince
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