Manifestantes pedem o afastamento do ministro do STF e criticam inércia de Davi Alcolumbre; atos ocorreram em cinco capitais e no Distrito Federal nesta manhã.
O feriado da Independência foi marcado por mobilizações políticas em cinco capitais e no Distrito Federal, logo nas primeiras horas desta segunda-feira (7). Organizados por movimentos de direita, os atos tiveram como alvo central o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com pedidos unificados para que ele deixe a Corte.
A pressão das ruas atingiu também o Legislativo. Em Brasília, dois grupos distintos ocuparam o Plano Piloto, sendo um deles estrategicamente posicionado em frente ao Banco Central. Os manifestantes direcionaram cobranças ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, responsabilizado pela inércia em não pautar o andamento de um processo de impeachment contra Moraes.
O escopo das reivindicações variou pelas regiões. Em Belo Horizonte, no cenário da Praça da Liberdade, a União dos Movimentos de Direita de Minas Gerais (UMD) liderou um ato apresentado como apartidário. A organização uniu as críticas institucionais ao repúdio direto ao governo federal, levantando cartazes com "Fora Lula" e "Fora Moraes".
No Nordeste, as ações assumiram contornos de campanha eleitoral. No Farol da Barra, em Salvador, o protesto serviu de plataforma para candidatos do Partido Liberal (PL), contando com a presença ativa de parlamentares da sigla. Em Alagoas, o Movimento Brasil (MBR) conduziu uma caminhada em Maceió que intercalou os ataques a Moraes com endosso ao também ministro da Suprema Corte, André Mendonça.
São Luís, no Maranhão, registrou uma motocarreata com manifestantes usando roupas verde e amarelas e carregando bandeiras do país até o Centro da cidade. Já no Centro-Oeste, lideranças promoveram uma concentração de apoiadores na Praça Tamandaré, na região central de Goiânia, sem números oficiais de público divulgados pelos organizadores.
O termômetro político nas ruas não se encerrou no período matutino. O cronograma de mobilizações previu a continuidade das tensões institucionais na tarde desta segunda-feira, com protestos programados e organizados para a capital paulista e para o Recife.
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