Por Redação BR Times | 24 de julho de 2025
Hoje, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, foi o centro das atenções por um motivo um tanto inusitado: não por uma decisão polêmica ou um despacho jurídico explosivo, mas por uma série de erros gramaticais em um documento enviado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O documento, que deveria ser um ato formal e jurídico, tornou-se alvo de críticas pela quantidade de deslizes linguísticos. Ao todo, foram identificados 41 erros gramaticais e de pontuação que chamaram a atenção de especialistas e geraram repercussão nas redes sociais.
Erros de Concordância e Pontuação
A maioria dos erros encontrados no texto envolveu concordância verbal e pontuação inadequada. Um dos exemplos mais notáveis foi a seguinte frase:
“A decisão tem que ser tomada rapidamente por eles, de forma que deve se evitado mais atrasos.”
O uso de “deve se evitado” é um erro claro de concordância verbal, o que compromete a clareza e a precisão do texto. Esse tipo de deslize gramatical em um documento oficial gerou repercussão negativa, principalmente porque um Ministro do Supremo deveria servir de exemplo no uso correto da língua.
Outros erros ocorreram na pontuação, com vírgulas colocadas de forma equivocada, prejudicando a fluidez da leitura e a estrutura das frases. Esses erros de pontuação, apesar de parecerem menos graves, causaram distorções no significado do texto, dificultando a compreensão de algumas passagens.
A Repercussão nas Redes Sociais
A reação nas redes sociais foi imediata. O público, que já está acostumado a críticas ácidas na política, não perdeu a oportunidade de ironizar os erros. O Twitter foi inundado por memes e comentários, com internautas se perguntando se o Supremo Tribunal Federal estava agora propondo uma nova gramática para o país.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também entrou na onda das críticas, publicando uma mensagem em sua conta no Twitter:
“Agora o Supremo quer legislar sobre a língua portuguesa também? Se for para seguir esse padrão, vamos todos precisar de aula de gramática.”
O comentário foi amplamente compartilhado, gerando ainda mais debates sobre o tema.
Defesa do Ministro
A assessoria de Alexandre de Moraes procurou minimizar o episódio, afirmando que o conteúdo do documento estava “absolutamente claro” e que os erros eram apenas questões de estilo. A defesa, no entanto, não foi suficiente para conter a onda de críticas, principalmente de especialistas em linguagem e em direito, que consideraram a falha gramatical um desleixo para um documento oficial e jurídico.
Conclusão: Reflexões sobre a Qualidade do Texto Oficial
O episódio é um lembrete de que, independentemente da posição ou cargo ocupado, a precisão no uso da língua portuguesa é fundamental, especialmente quando se trata de documentos oficiais emitidos por figuras do poder público.
A quantidade de 41 erros gramaticais e de pontuação em um documento de um Ministro do STF levanta questionamentos sobre a qualidade da redação oficial no país e sobre a necessidade de uma revisão mais rigorosa desses textos antes de sua divulgação. Embora erros possam ocorrer em qualquer situação, quando se trata de um documento jurídico com tamanha relevância, a expectativa é de um padrão mais elevado de clareza e correção.
Esse episódio também expõe a fragilidade do discurso político e jurídico em momentos de forte polarização, quando até mesmo detalhes aparentemente menores podem ser amplificados e usados contra figuras públicas.
Como próximo passo, talvez o Supremo Tribunal Federal considere investir em revisores gramaticais ou em ferramentas de correção para evitar que episódios como este se repitam no futuro.