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Tempo e Temperatura

Cemtec prevê mais chuva e menor risco de incêndio em MS

El Niño eleva temperatura e risco de fogo, mas projeção para o próximo trimestre aponta chuvas acima da média em Mato Grosso do Sul

O El Niño deve manter Mato Grosso do Sul sob temperaturas mais altas e chuvas irregulares nos próximos meses, mas a tendência para o próximo trimestre é de volume de precipitação acima da média histórica, o que reduz a probabilidade de incêndios florestais no Estado. A projeção é do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec).

O fenômeno climático atua de forma direta sobre o regime de chuvas, o padrão de temperatura e os ventos na região, o que normalmente eleva o risco de fogo. Em Mato Grosso do Sul, o El Niño deixa as temperaturas mais quentes e provoca irregularidades no volume de chuva ao longo do ano.

Segundo os dados do Cemtec, o período atual registra forte aquecimento diurno, o que gera instabilidade atmosférica e favorece tempestades severas de curta duração. O cenário inclui chuvas intensas, vendavais, raios e queda de granizo, além de risco de ondas de calor associado às temperaturas acima da média.

A combinação entre El Niño e incêndios florestais no Estado não segue um padrão fixo, segundo a meteorologista e coordenadora do Cemtec, Valesca Fernandes. "A análise integrada dos dados meteorológicos e do histórico climático demonstra que a ocorrência de incêndios florestais e o impacto do El Niño em Mato Grosso do Sul não seguem uma resposta linear ou padronizada, uma vez que cada evento do fenômeno possui características distintas", explicou.

Para os próximos três meses, a meteorologista aponta um cenário mais favorável à contenção do fogo. "Para o próximo trimestre, as projeções indicam maior frequência no volume de chuvas, com atuação direta na manutenção da umidade do solo e na redução da probabilidade de fogo na maior parte do território", afirmou Fernandes.

A manutenção da umidade do solo, destacada pela coordenadora do Cemtec, é o fator que deve conter o avanço das queimadas mesmo em um ano marcado pelo El Niño, cujo histórico no Estado é de maior variabilidade climática e temperaturas elevadas.


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