A tramitação da proposta de anistia aos investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro ganhou um novo capítulo polêmico nesta semana. O relator do projeto, deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT-MA), declarou que pode consultar o ex-ministro José Dirceu sobre o tema, caso tenha oportunidade de encontrá-lo.
A fala que causou indignação
Em entrevista a jornalistas, Pereira Júnior afirmou:
“Se o Zé Dirceu puder me receber, converso com ele sobre isso”.
A fala gerou imediata repercussão, já que Dirceu é um dos principais nomes do Mensalão e da Lava Jato, condenado por corrupção e formação de quadrilha, e considerado um dos símbolos da corrupção do PT.
Repercussão política
O comentário foi visto por parlamentares da oposição como uma verdadeira afronta. Para críticos, o relator, ao citar Dirceu como possível referência para o debate da anistia, escancara a dependência política do governo Lula em figuras marcadas por escândalos de corrupção.
A oposição já sinalizou que vai usar essa fala como argumento contra a condução do processo, reforçando a ideia de que o projeto da anistia estaria sendo manipulado de acordo com os interesses do PT e de seus aliados históricos.
A anistia em pauta
A proposta de anistia é defendida pela oposição como medida de justiça e reparação, diante do que classificam como abusos e penas desproporcionais impostas pelo STF. Já para o governo e aliados, o tema continua sendo tratado como impunidade.
Com essa declaração, o relator acaba trazendo mais combustível para o embate político, colocando a figura de José Dirceu — um dos personagens mais polêmicos da política nacional — de volta ao centro das discussões.