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Política

Operações de De la Espriella contra Farc e ELN deixam 26 mortos e expõem covardia das guerrilhas

Bogotá – O Estado colombiano iniciou uma ofensiva implacável para retomar a ordem, resguardar a soberania nacional e asfixiar financeiramente os grupos narcoterroristas que há anos impõem uma rotina de violência ao país. Cumprindo a promessa de combater o crime organizado sem tréguas, as Forças Armadas, sob ordens do recém-empossado presidente de direita, Abelardo de la Espriella, deflagraram uma série de bombardeios contra acampamentos mantidos por guerrilheiros.

Durante as operações realizadas na Amazônia e na fronteira com a Venezuela, o uso covarde de jovens como escudos humanos pelas organizações criminosas resultou em fatalidades. Segundo informações repassadas nesta segunda-feira (31) por uma fonte da autoridade forense à agência France Presse (AFP), quatro menores de idade — sendo dois adolescentes de 15 anos e dois de 16 — morreram durante os primeiros ataques aéreos da nova gestão.

Desde a posse de De la Espriella, no dia 7 de agosto, as investidas militares para neutralizar o terrorismo já deixaram pelo menos 26 mortos. A resposta estatal firme ocorre em meio à pior onda de violência registrada na última década, impulsionada por facções armadas que disputam as lucrativas receitas do narcotráfico, da mineração ilegal e da extorsão de trabalhadores.

A Covardia do Recrutamento e o Peso da Lei

Diante do desmantelamento dos acampamentos, o presidente colombiano foi a público repudiar a tática suja das guerrilhas de roubar a juventude para a guerra. Na rede social X, De la Espriella foi categórico ao responsabilizar os criminosos e defender o Estado de Direito:

"Os bandidos que durante décadas recrutaram menores para transformá-los em combatentes ou em escudos humanos devem pagar por esses crimes que violam o Direito Humanitário".

Em uma segunda postagem, o chefe do Executivo — que chegou ao poder fortalecido pelo apoio estratégico de aliados internacionais de peso, como os Estados Unidos e Israel — reafirmou o foco da sua gestão na segurança pública:

"Todo o meu apoio às operações militares que combatem (...) os grupos narcoterroristas".

O Alvo: ELN, Farc e a Retomada do Território

As ações militares cirúrgicas miram diretamente as raízes do crime. Os bombardeios atingiram o Exército de Libertação Nacional (ELN) na região do Catatumbo, na fronteira com a Venezuela, e uma dissidência das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em Guaviare, no sul do país. Segundo fontes militares e analistas de segurança, a ofensiva se faz necessária pois, nos últimos anos, essas organizações aproveitaram o cenário para ampliar livremente seus contingentes e o controle territorial.

Ainda nesta segunda-feira, De la Espriella reportou um terceiro bombardeio, também em Guaviare, focado na estrutura de outra dissidência das Farc. O alvo desta vez foi o grupo comandado por Iván Mordisco, apontado pelas forças de segurança como o guerrilheiro mais procurado de toda a Colômbia. A ofensiva resultou na morte de oito integrantes do bando, embora o presidente tenha ressaltado que, no momento, ainda não se sabe se havia menores de idade nesse local específico.

O recrutamento forçado de menores é um crime sistemático perpetrado pelos terroristas, que se aproveitam de áreas vulneráveis com presença mínima do Estado para engordar suas fileiras. Dados da Defensoria do Povo evidenciam a crueldade da prática: no ano passado, 428 casos de recrutamento por grupos armados foram formalmente registrados. Neste ano, até o dia 31 de julho, já constavam 97 ocorrências oficiais. Enquanto organizações de defesa dos direitos humanos alertam para o impacto dos bombardeios sobre essas crianças, as estatísticas comprovam que o verdadeiro perigo reside na liberdade de ação de grupos que transformam jovens em massa de manobra para o narcotráfico.

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Abelardo de la Espriellaafpeln
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