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Política

Com 80% de aprovação e crime dizimado, Bukele formaliza candidatura para liderar El Salvador até 2033

A política de tolerância zero contra a criminalidade e a retomada do controle das ruas pelo Estado pavimentaram o caminho para a continuidade de um dos governos mais bem avaliados do mundo. Neste domingo (28), confirmou-se o plano do presidente Nayib Bukele, de 44 anos, de disputar um terceiro mandato consecutivo, com o objetivo de manter-se à frente de El Salvador até 2033.

O anúncio formal visando o pleito de fevereiro de 2027 foi feito de forma direta pelo primo do presidente e líder do partido governista Novas Ideias, Xavi Zablah Bukele, que cravou um curto e incisivo aviso: “Estamos prontos!”. No cargo desde 2019, o chefe de Estado avançará sem opositores nas primárias da legenda, que estão marcadas para o próximo dia 12.

O desejo de estender o mandato por mais dez anos já havia sido revelado por Bukele em dezembro do ano passado, durante uma entrevista a um youtuber espanhol.

A Força da Vontade Popular e a Base Legal

A manutenção do projeto de segurança salvadorenho encontra respaldo em uma expressiva aprovação popular de 80%. As pesquisas mostram que 70% da população deseja ativamente vê-lo em um terceiro mandato, atestando a confiança na sua gestão. Para viabilizar esse cenário, uma reforma constitucional aprovada em agosto do ano passado assegurou a reeleição ilimitada, antecipou as eleições e ampliou o mandato presidencial de cinco para seis anos.

Embora 6 em cada 10 salvadorenhos ainda relatem receio de criticá-lo publicamente, a esmagadora maioria reconhece os resultados práticos de um líder que, ironizando as narrativas de seus detratores, já chegou a se autointitular um "ditador legal".

O Fim da Impunidade e o Combate Implacável ao Crime

O grande pilar do governo Bukele é a sua política linha-dura de enfrentamento ao crime organizado, que derrubou a taxa de homicídios no país em impressionantes 90%. Para alcançar esse feito, o presidente alinhou os três poderes e implementou um rigoroso estado de emergência. Apoiado em um regime focado na força policial e militar, o governo determinou a suspensão de direitos constitucionais que antes beneficiavam criminosos, permitindo que a polícia detenha suspeitos por tempo indeterminado.

O rigor da lei fez com que El Salvador atingisse a maior taxa de encarceramento do mundo, colocando 2% de toda a população adulta do país atrás das grades, isolada da sociedade civil. O símbolo máximo dessa eficiência carcerária são as megaprisões erguidas pelo governo.

Esse modelo inquestionável de sucesso na segurança pública ultrapassou fronteiras e transformou Bukele em uma inspiração direta para líderes e candidatos da direita radical em toda a América Latina. Nomes como Daniel Noboa (Equador), Abelardo de La Espriella (Colômbia) e Keiko Fujimori (Peru) já utilizam o êxito salvadorenho como referência em suas campanhas presidenciais.

A Resposta às ONGs e a Defesa do Cidadão de Bem

Como era de se esperar de quem enfrenta o crime de frente, Bukele é alvo constante de entidades internacionais e ONGs que alegam violações de direitos humanos em suas políticas de segurança. O presidente, no entanto, despreza o vitimismo internacional e foca em quem realmente importa: as vítimas e a população trabalhadora.

Diante das críticas das organizações de direitos humanos, a resposta de Bukele resume com perfeição a linha mestra de seu governo e a prioridade dada ao cidadão de bem:

“Direitos humanos de quem? Não das pessoas honradas”.

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