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Política

Flávio Bolsonaro não reconhece resultado e pede anulação ao TSE

TSE confirma reeleição de Lula com margem de 4,43 milhões de votos, mas PL promete ação na Justiça Eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, anunciou no domingo (25) que não reconhece o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. O pronunciamento ocorreu horas depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluir a totalização dos votos em todo o país e confirmar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Diante de apoiadores e de integrantes de sua equipe de campanha, Bolsonaro afirmou que seu corpo jurídico ingressará com um pedido formal junto à Justiça Eleitoral para anular o pleito. O candidato alega irregularidades no processo de apuração e na condução das eleições, sem detalhar, no entanto, quais provas sustentariam a contestação.

Segundo os dados consolidados pelo TSE, com cem por cento das seções totalizadas no Brasil e no exterior, Lula obteve 51,79% dos votos válidos — 64.256.232 votos. Flávio Bolsonaro somou 48,21% — 59.826.041 votos. Houve ainda 4.153.801 votos em branco ou nulos.

A diferença entre os dois candidatos chegou a aproximadamente 4,43 milhões de votos válidos, margem que consolida a vitória do petista para um novo mandato à frente do Executivo federal.

Questionar o resultado de uma eleição presidencial no Brasil não é um gesto informal. A legislação eleitoral exige a apresentação de representação própria ou de uma Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) perante o TSE — instrumento que só avança se a parte requerente apresentar provas materiais e laudos técnicos conclusivos sobre inconsistências no sistema de votação ou na totalização dos dados.

A exigência de comprovação técnica coloca a disputa num terreno jurídico mais rígido do que o discurso político. Sem laudos e evidências capazes de sustentar as alegações, o pedido de anulação tende a enfrentar resistência na própria Corte Eleitoral, responsável por avaliar a admissibilidade de qualquer ação dessa natureza.

O calendário eleitoral, por ora, segue seu curso. O TSE deve realizar nos próximos dias a sessão solene de proclamação oficial do resultado e, na sequência, a diplomação dos candidatos eleitos — etapa que antecede a posse presidencial marcada para janeiro.


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