Dominik Tarczyński, aliado de Flávio Bolsonaro, pede informações sobre duas brasileiras que votaram na Polônia
O eurodeputado polonês Dominik Tarczyński publicou nesta segunda-feira, 5 de outubro, um pedido de informações sobre duas brasileiras que votaram no exterior, na Polônia, nas eleições presidenciais de domingo, 4 de outubro. Na publicação, feita no X, Tarczyński anexou uma foto das mulheres, que aparecem com broches do Partido dos Trabalhadores (PT) e fazem o sinal de "L", gesto associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Se alguém tiver informações sobre essas senhoras, por favor, entre em contato por DM. URGENTE", escreveu o parlamentar, em polonês, na publicação original.
Horas depois, em seu perfil no Instagram, Tarczyński associou o pedido à passagem de Flávio Bolsonaro (PL) ao segundo turno da eleição presidencial brasileira. Ele publicou uma montagem com a mesma foto das duas mulheres acompanhada da frase "de volta para a minha terra".
Em outra postagem, o eurodeputado afirmou que ajudaria pessoalmente as brasileiras a se prepararem para deixar o país. "Eu pessoalmente as ajudarei a arrumar as malas antes da deportação. Promover o comunismo na Polônia é constitucionalmente proibido! Livremo-nos dos comunistas no Brasil, assim como fizemos na Polônia. Vote em Flavio!", escreveu.
Tarczyński é membro do Parlamento Europeu pelo grupo dos Reformistas e Conservadores Europeus (ECR), bloco de direita que reúne partidos conservadores de diferentes países da União Europeia. Antes de assumir o mandato em Bruxelas, integrou o Parlamento polonês entre 2015 e 2020.
Nas redes sociais, o parlamentar se apresenta como "advogado de formação, professor por instinto" e se descreve como um dos poucos políticos poloneses que defendem suas posições diretamente ao público estrangeiro, em vez de recorrer a comunicados oficiais. Ele também é um dos divulgadores do bordão "Be like Poland" ("Seja como a Polônia"), expressão usada pelo primeiro-ministro polonês Donald Tusk em janeiro de 2026 para defender que outros países europeus adotassem políticas semelhantes às do governo da Polônia.
Até a publicação desta reportagem, Tarczyński não detalhou qual base legal sustentaria uma eventual deportação das brasileiras nem informou se obteve os dados que pedia nas redes sociais.
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