Polícia Militar relata pichações e danos a grades nas estações Trianon-Masp, Consolação e Paulista após a Marcha pela Democracia
São Paulo — A manifestação em apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada neste domingo (11) na Avenida Paulista, terminou com registros de depredação em acessos a estações do metrô, segundo a Polícia Militar.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram manifestantes sobre as estruturas de entrada das estações durante a dispersão do público que participou da Marcha pela Democracia, ato que reuniu milhares de pessoas na região central da capital paulista.
De acordo com a corporação, portas e grades de acesso foram danificadas na estação Consolação, da Linha 2-Verde. Na Trianon-Masp, também da Linha 2-Verde, participantes picharam estruturas de entrada, entre as inscrições a frase "Viva a Revolução".
Os episódios levaram ao fechamento dos acessos às estações Trianon-Masp e Paulista, da Linha 4-Amarela, durante a dispersão do ato. Na Consolação, a PM relatou grande concentração de passageiros e atritos envolvendo funcionários do metrô.
As restrições dificultaram o deslocamento de quem tentava deixar a região após o encerramento da manifestação, obrigando usuários a buscar rotas alternativas de embarque.
Antes dos registros de depredação, a Trianon-Masp já havia sido fechada preventivamente, por volta das 12h50, devido à grande concentração de pessoas na Avenida Paulista — especialmente nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde ocorreu parte do ato. Segundo o Metrô de São Paulo, a companhia acionou o plano de controle de multidões para evitar aglomerações excessivas em plataformas, corredores e acessos, com reforço de funcionários e ampliação da oferta de trens nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha.
A Marcha pela Democracia começou por volta das 11h e reuniu apoiadores da candidatura de Lula à reeleição. O presidente participou acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de outros aliados, além de integrantes de movimentos sociais, organizações estudantis e representantes de diferentes grupos.
No discurso, Lula tratou de temas de campanha e pediu o engajamento dos apoiadores para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, quando o petista disputa a Presidência contra Flávio Bolsonaro (PL).
Os registros de vandalismo ocorreram durante a dispersão do público, e as informações disponíveis até o momento não permitem atribuir os danos ao conjunto dos participantes ou à organização do evento. A identificação dos responsáveis e a eventual responsabilização pelos prejuízos ao patrimônio público dependem da apuração das autoridades.
Até a publicação desta reportagem, não havia balanço oficial consolidado dos danos materiais nem confirmação sobre eventual número de detidos.
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