O deputado estadual João Henrique Catan (PL) volta a ser alvo de críticas dentro da própria direita após vir à tona o envolvimento de Maurício Camisotti, empresário que ele defendeu publicamente na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Camisotti, que havia sido apresentado por Catan como vítima de perseguição, foi preso pela Polícia Federal na operação que desmantelou um dos maiores esquemas de corrupção da história do INSS. Segundo as investigações, ele delatou detalhes do esquema, o que acabou levando à prisão do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto hoje 12 de novembro de 2025
A revelação gerou indignação entre aliados de direita, que cobram coerência e repudiam qualquer tipo de defesa a envolvidos em escândalos que desviaram recursos de aposentados e trabalhadores. Enquanto o movimento conservador se mantém firme no discurso de tolerância zero à corrupção, Catan parece caminhar na contramão.
Fontes ligadas ao Partido Liberal (PL) confirmaram à equipe do BR Times que a situação do deputado dentro da sigla é considerada delicada. Desde as últimas eleições, quando decidiu romper com o grupo de Jair Bolsonaro e apoiar Rose Modesto, então candidata com apoio do PT, Catan perdeu completamente o prestígio político e o respaldo da base bolsonarista.
Sem apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma futura reeleição e com o nome cada vez mais associado a figuras envolvidas em escândalos, João Henrique Catan enfrenta isolamento dentro do PL e forte rejeição nas bases conservadoras, que veem no deputado um exemplo de incoerência e afastamento dos valores da direita.