Brasília, 16 de julho de 2025 –
Os senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Nelsinho Trad (PSD-MS) integram a comitiva oficial do Senado Federal que embarca no próximo dia 29 de julho para Washington, capital dos Estados Unidos, com a missão de negociar a suspensão da tarifa de 50% imposta pelo Presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros, com destaque para a carne bovina. A medida, que entra em vigor em 1º de agosto, já afeta diretamente a economia de Mato Grosso do Sul, estado que concentra expressivo volume das exportações do setor para o mercado norte-americano.
A viagem oficial foi aprovada em plenário e ocorrerá mesmo durante o recesso parlamentar. A comitiva permanecerá nos Estados Unidos até 31 de julho, com o objetivo de buscar soluções diplomáticas que evitem prejuízos à balança comercial brasileira e à cadeia produtiva nacional. A articulação foi conduzida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, presidida por Nelsinho Trad e com Tereza Cristina na vice-presidência.
Reuniões de alto nível
Na manhã desta quarta-feira (16), o tema foi debatido em reunião entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o senador Nelsinho Trad, o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e outros parlamentares. A avaliação da cúpula legislativa é que o diálogo direto entre congressistas dos dois países pode trazer resultados mais concretos do que tratativas restritas ao nível presidencial.
Além da tentativa de suspender ou prorrogar as tarifas, a missão também pretende consolidar um grupo interparlamentar Brasil–Estados Unidos, com foco em diplomacia econômica, proteção de empregos e estabilidade nas relações comerciais bilaterais.
Impacto direto em Mato Grosso do Sul
A imposição da tarifa norte-americana já provoca movimentações nos frigoríficos de Mato Grosso do Sul, que iniciaram a suspensão gradual das exportações destinadas ao mercado norte-americano. A medida pode gerar excedente de carne no mercado interno, com consequente queda nos preços e impacto direto na rentabilidade de produtores e da indústria local.
Apesar do cenário de alerta, o Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de MS (Sincadems) informou que os abates seguem normalmente. Apenas as plantas frigoríficas habilitadas para exportação aos EUA estão reduzindo suas escalas.
Defesa do setor produtivo
A senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, reiterou que o momento exige firmeza e diplomacia:
“Essa tarifa compromete um setor vital para o nosso estado e para o país. Vamos aos Estados Unidos com o objetivo de defender a produção brasileira e garantir competitividade para nossos produtos.”
Já o senador Nelsinho Trad, que lidera as tratativas como presidente da Comissão de Relações Exteriores, afirmou:
“O Senado está atuando de forma estratégica. O diálogo parlamentar entre Brasil e Estados Unidos pode ser o caminho para neutralizar essa escalada tarifária.”
Com a presença de dois senadores sul-mato-grossenses em cargos de liderança, Mato Grosso do Sul assume protagonismo nas negociações que podem evitar perdas bilionárias e reverter a tensão comercial com os Estados Unidos.