O governo argentino, liderado por Javier Milei, deu início a uma ampla desoneração de impostos sobre produtos eletrônicos, com destaque para os celulares importados — como os iPhones. A medida, que integra a agenda liberal do presidente, começou a valer em maio deste ano e avança para zerar completamente a tarifa de importação até janeiro de 2026.
iPhone mais barato: o que muda?
A tarifa de importação sobre celulares foi reduzida de 16% para 8% e será zerada a partir de 15 de janeiro de 2026. Além disso, o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) sobre eletrônicos importados foi cortado pela metade, de 19% para 9,5%. No caso de produtos fabricados na província da Terra do Fogo, esse imposto também chegará a 0% em 2026.
Com essas mudanças, os preços de smartphones na Argentina devem cair significativamente, especialmente os modelos premium da Apple, que custavam mais de US$ 2 mil no país — um dos valores mais altos do mundo.
Milei aposta na liberdade econômica
A desoneração faz parte do plano de Milei de “abrir a economia” e acabar com o que ele chama de “protecionismo ineficiente”. Segundo o presidente, tarifas e impostos altos só servem para beneficiar poucos empresários locais às custas do consumidor argentino.
— “Chega de máfias e subsídios para manter preços inflacionados. Vamos dar liberdade ao povo para comprar o que quiser, de onde quiser”, afirmou Milei em uma coletiva.
Fim do turismo de compras?
A medida também deve impactar o chamado “turismo de compras”, já que milhares de argentinos viajavam a países vizinhos ou aos Estados Unidos para adquirir eletrônicos a preços mais baixos. Com a redução dos impostos, comprar um iPhone dentro da Argentina poderá, enfim, ser uma alternativa viável.
Nem tudo está livre de impostos
Apesar da medida, é importante destacar que a eliminação total de impostos ainda não foi concluída. A tarifa de importação será zerada apenas em 2026, e o IVA — embora reduzido — continua sendo cobrado. Ou seja, os produtos ficarão mais baratos, mas não totalmente isentos de tributos.
Preço mais justo
Com a redução gradual da carga tributária, espera-se que os iPhones tenham queda de até 30% no preço final. Um modelo como o iPhone 16 Pro Max, por exemplo, que custa cerca de US$ 2.500 na Argentina, poderá chegar a valores entre US$ 1.800 e US$ 2.000, ficando mais próximo do preço praticado nos Estados Unidos.
A decisão de Milei representa uma guinada liberal clara na política econômica argentina. Ao reduzir impostos sobre tecnologia, o presidente busca integrar o país ao mercado global, aliviar o bolso do consumidor e enfraquecer grupos empresariais que lucravam com tarifas protecionistas.
Resta acompanhar se a redução de preços chegará de fato às lojas e se outras categorias de produtos também serão beneficiadas com políticas semelhantes.