Data: 29 de julho de 2025
Por: Redação BR Times
Buenos Aires – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (28) que a Argentina foi oficialmente incluída no Visa Waiver Program (Programa de Isenção de Visto), permitindo que cidadãos argentinos possam entrar em território norte-americano para turismo ou negócios por até 90 dias sem a necessidade de visto.
A medida representa uma importante conquista diplomática do governo do presidente Javier Milei, que desde o início de seu mandato vem estreitando laços com Washington, especialmente com o governo do ex-presidente Donald Trump, hoje principal figura da oposição norte-americana e influente entre aliados da América Latina.
Com a inclusão da Argentina, o país se junta a um seleto grupo de nações autorizadas a participar do programa, entre elas Japão, Alemanha, Austrália e Coreia do Sul. Atualmente, o Brasil ainda não faz parte da lista, embora haja expectativa de que um possível governo alinhado a Washington, em 2026, possa reabrir esse debate.
O embaixador dos EUA em Buenos Aires, Marc Stanley, declarou que a decisão reflete a confiança do governo norte-americano no compromisso da Argentina com a segurança, o combate ao terrorismo e o fortalecimento das relações bilaterais.
“Este é um passo importante para aproximar ainda mais nossos povos e facilitar o intercâmbio cultural, educacional e comercial entre as duas nações”, afirmou Stanley em coletiva.
A Casa Branca, por sua vez, divulgou nota em que elogia as recentes reformas promovidas por Milei, classificadas como “modernizantes e alinhadas com os valores da liberdade econômica e institucional”.
A entrada no programa, no entanto, exige que os viajantes continuem fazendo o registro no sistema eletrônico de autorização de viagem (ESTA) antes da viagem. O procedimento, apesar de simplificado, ainda exige informações básicas, pagamento de uma taxa e resposta a questões de segurança.
Impacto regional e cenário político
A decisão também tem impacto político na América do Sul. A aproximação entre Argentina e EUA reforça o isolamento diplomático de governos de esquerda na região, especialmente o de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil, que ainda enfrenta desconfiança de setores do governo norte-americano após episódios de alinhamento com regimes autoritários e resistência a condenar violações de direitos humanos em países como Cuba, Venezuela e Nicarágua.
Enquanto isso, Milei ganha projeção como um novo aliado estratégico dos Estados Unidos no hemisfério, sendo frequentemente citado por políticos conservadores e liberais como exemplo de liderança comprometida com reformas econômicas e combate ao populismo estatal.