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Mato Grosso do Sul

Maicon Nogueira pede intervenção na concessão do transporte coletivo em Campo Grande

O vereador Maicon Nogueira (PP) apresentou um voto separado na CPI do Transporte Coletivo, na Câmara Municipal de Campo Grande, pedindo a intervenção imediata na concessão dos ônibus urbanos da Capital. Para o parlamentar, o atual modelo de gestão do sistema é insustentável e está diretamente ligado às dificuldades enfrentadas pela população, como tarifas altas, má qualidade do serviço e falta de transparência no uso dos recursos.

Relatório da CPI e divergências

A CPI, instaurada para apurar a execução do contrato bilionário do Consórcio Guaicurus, constatou inúmeras falhas e irregularidades, incluindo descumprimento de obrigações e precariedade no atendimento aos usuários. Enquanto o relatório final apresentado pela comissão evitou pedir a intervenção, Nogueira decidiu formalizar um voto separado, sustentando que não há mais condições de continuidade sem medidas drásticas.

Segundo ele, a saúde e o direito de ir e vir da população devem estar acima dos interesses financeiros do consórcio. “Todos os diretores e ex-diretores precisam ser responsabilizados”, afirmou o vereador, destacando ainda a necessidade de uma auditoria profunda sobre a utilização dos recursos destinados ao transporte coletivo.

Pedido de intervenção

No documento, Nogueira solicita que a Prefeitura de Campo Grande, por meio do Executivo Municipal, assuma temporariamente o sistema para garantir a qualidade do serviço e abrir caminho para um novo modelo de gestão.

Ele também defendeu que o caso seja encaminhado ao Ministério Público Estadual e Federal, além do Ministério Público de Contas de Mato Grosso do Sul, para responsabilização civil e criminal dos gestores do Consórcio.

Mobilização popular

Paralelamente, movimentos sociais e lideranças comunitárias lançaram uma petição pública online para pressionar o Executivo a encerrar o contrato com o Consórcio Guaicurus. O abaixo-assinado será disponibilizado digitalmente e pretende reunir milhares de assinaturas.

De acordo com Nogueira, a mobilização é uma forma de mostrar à Prefeitura o descontentamento popular com os serviços prestados. “A população precisa ter voz ativa nesse processo. O contrato não pode prevalecer sobre a dignidade dos cidadãos”, disse.

Futuro da concessão

O parlamentar afirma que, com a pressão política e social, a Prefeitura terá respaldo para tomar decisões firmes, incluindo a possibilidade de romper definitivamente o contrato com o Consórcio Guaicurus.

A expectativa é de que os próximos passos sejam discutidos ainda neste semestre, com a possibilidade de o Executivo abrir um novo processo licitatório para a concessão do transporte público em Campo Grande.

📌 A polêmica em torno do transporte coletivo na Capital segue como um dos principais temas da Câmara Municipal e deve mobilizar não apenas vereadores, mas toda a sociedade campo-grandense nos próximos meses.

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