Ex-governador transformou estado no líder nacional de acesso à informação pública e promete levar modelo de controle social a Brasília.
Para o ex-governador de Mato Grosso do Sul e candidato ao Senado, Reinaldo (PL), o modelo de transparência pública implementado em suas gestões anteriores deve servir como alicerce estrutural para sua atuação no Congresso Nacional. A pauta de controle social e combate à corrupção assumiu a centralidade de sua campanha legislativa.
A guinada nos indicadores sul-mato-grossenses atua como a principal vitrine política do candidato. Sob sua administração, o governo estadual abandonou a última posição no ranking nacional da Rede de Controle e alcançou o primeiro lugar absoluto. O índice de transparência registrou um salto de 614%, evoluindo da nota 1,4 para a pontuação máxima de 10.
O rigor da avaliação foi chancelado por um consórcio de fiscalização que reunia 16 instituições à época — hoje são 17 —, incluindo órgãos federais de peso, como a Polícia Federal (PF), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria-Geral da União (CGU), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério Público Estadual.
O pilar dessa transformação digital e governamental foi estabelecido em 2015 com o lançamento do Portal da Transparência, desenhado para eliminar barreiras e burocracias de cadastro, permitindo à população auditar os gastos públicos em tempo real. A estratégia replicou em escala estadual a experiência implementada na Prefeitura de Maracaju, onde Reinaldo governou por oito anos e instituiu o pioneiro Painel da Transparência.
A arquitetura de fiscalização estadual também ganhou contornos institucionais permanentes com a criação da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a implementação de canais diretos para a sociedade civil, como o Serviço de Informação ao Cidadão (e-SIC) e o Sistema de Ouvidorias (e-OUV).
Representando a coligação "Fazendo o Futuro Acontecer", Reinaldo pretende nacionalizar essa base técnica de gestão. "A transparência é um compromisso e uma ferramenta de incentivo à população para que participe ativamente da gestão", sustenta o candidato, argumentando que o uso de tecnologia da informação é essencial para cortar desperdícios na máquina pública.
O impacto dessa agenda transcende a eficiência orçamentária e atinge a base do sistema democrático. Para o diretor financeiro da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS), Fábio Nogueira, os mecanismos de fiscalização são vitais para a saúde institucional do país.
"A transparência na gestão pública não é apenas um dever legal — é o principal instrumento de controle social que a sociedade civil possui", explica Nogueira, destacando que órgãos de controladoria permitem que o cidadão questione a administração, condição que considera inegociável para o Estado Democrático de Direito.
O monitoramento ostensivo contra o mau uso dos recursos pavimenta o discurso do ex-governador na corrida pelo Senado. Segundo Reinaldo, a demanda nacional por integridade exige participação civil efetiva no acompanhamento de obras e serviços. "O cidadão tem direito de ter informação, de saber como é gasto o dinheiro dos impostos que todos pagamos, e isso eu vou defender no Senado", conclui.
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