O cenário político de Mato Grosso do Sul ganhou um novo capítulo após a fala do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, que afirmou que Reinaldo é quem comanda o partido no Estado. A declaração, feita ao lado do ex-governador Reinaldo Azambuja, deixou claro que a condução das escolhas estratégicas para 2026 passa diretamente pelas mãos do líder sul-mato-grossense.
A afirmação ocorre em um momento em que o PL de Mato Grosso do Sul tenta reorganizar a sua base, fortalecer a direita e apresentar nomes competitivos para a disputa majoritária. E é justamente nesse ponto que um novo movimento começou a ganhar força.
Dentro da ala conservadora do Estado, cresce a articulação para que Carlos Bolsonaro seja candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul. O movimento surgiu após a polêmica envolvendo o vereador carioca e a deputada Ana Campagnolo, de Santa Catarina, sobre a suposta candidatura dele ao Senado catarinense. A disputa nacional repercutiu em MS e abriu uma janela política inesperada.
Um movimento de direita em Mato Grosso do Sul está puxando um Carlos Bolsonaro vem ser senador do MS. Isso começou depois da polêmica entre o vereador Carlos Bolsonaro Pl Rj e a deputada estadual Ana Campagnolo Pl SC por conta da possível ida dele para Santa Catarina. Em MS, esse movimento cresce dentro da ala bolsonarista e tem agradado o presidente estadual do PL, Reinaldo Azambuja.
Esse fortalecimento local ganhou corpo também por outro motivo: o desgaste interno acumulado no PL-MS nos últimos anos. Antes sob comando do Deputado Federal Marcos Pollon, o partido não conseguiu unificar a direita sul-mato-grossense, deixando parte da base órfã de liderança e sem candidatos representativos.
Segundo membros da antiga diretoria e até filiados PL, não houve diálogo eficaz, não existiu alinhamento e muito menos a criação de um grupo forte e coeso. Pessoas ouvidas dentro da sigla afirmam que simplesmente não houve construção política e relatam frases como não fizeram grupo e muito menos são aliados. O clima interno descrito por filiados mostra um ambiente fragmentado, onde, segundo eles, entre os eleitos ninguém fala entre si, tudo brigado.
A ausência de unidade teria sido decisiva para que a direita raiz perdesse protagonismo dentro do partido. Para lideranças locais, a falta de articulação e o amadorismo em decisões estratégicas abriram espaço para que a sigla enfraquecesse no Estado. O famoso “ quem não faz leva”
Agora, com Reinaldo Azambuja empoderado por Valdemar da Costa Neto e com a militância animada com a possibilidade de trazer Carlos Bolsonaro para a chapa majoritária, o PL-MS entra em uma fase decisiva de reestruturação.
A eventual chegada de Carlos ao Estado é vista como uma oportunidade para reorganizar a direita sul-mato-grossense, fortalecer o partido e recolocar o PL no centro do tabuleiro político de 2026.
O fato é que a fala de Valdemar acendeu um sinal verde para Reinaldo e abriu espaço para discussões que até então estavam restritas aos bastidores. A possibilidade de um Bolsonaro disputar o Senado por Mato Grosso do Sul deixou de ser especulação e passou a ser pauta concreta dentro da militância e das lideranças conservadoras do Estado.
Se o movimento continuar ganhando força, Mato Grosso do Sul pode se transformar no novo polo do bolsonarismo no Senado nas eleições de 2026.