Mercado financeiro reage ao resultado do primeiro turno, que levou Flávio Bolsonaro e Lula ao segundo turno em 25 de outubro
O mercado financeiro brasileiro viveu nesta segunda-feira (5) uma sessão histórica no primeiro pregão após o resultado do primeiro turno da eleição presidencial. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, disparou 7,70% e fechou em 206.911 pontos — a primeira vez que o indicador superou a marca dos 200 mil pontos no encerramento do dia. Durante o pregão, chegou a passar dos 209 mil pontos, em novo recorde intradiário.
O dólar comercial seguiu o movimento inverso. A moeda americana recuou 4,12% e encerrou a sessão em torno de R$ 5,00, depois de ter sido negociada, ao longo do pregão, abaixo de R$ 4,96. A queda diária foi a maior registrada em oito anos.
A reação dos investidores se seguiu à divulgação do resultado das urnas, que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na liderança do primeiro turno, com 47,03% dos votos válidos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%, diferença de menos de dois pontos percentuais entre os dois candidatos, que disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
Investidores reagem ao cenário eleitoral
Analistas associaram a alta da Bolsa e a queda do dólar à leitura do mercado sobre o resultado das urnas e às expectativas para a disputa que se abre até a votação do segundo turno. A possibilidade de alternância de poder e as perspectivas em torno da política econômica ampliaram o apetite dos investidores por ativos brasileiros.
O movimento não se limitou às ações e à moeda. Os contratos de juros futuros recuaram, e papéis de diferentes setores da Bolsa registraram valorizações expressivas ao longo do pregão. O volume de negócios também cresceu, acompanhando a intensidade da movimentação — ainda que a reação do mercado reflita expectativas dos investidores, e não antecipe o resultado final da eleição ou os efeitos de eventuais medidas econômicas futuras.
O Ibovespa abriu em forte alta e passou por momentos de grande volatilidade ao longo do dia. Conforme avançavam os negócios, o índice renovou máximas sucessivas até fechar no maior nível de sua história.
Segundo turno mantém incertezas
A disputa presidencial permanece aberta. Apesar de Bolsonaro ter terminado o primeiro turno na frente, a margem de menos de dois pontos percentuais sobre Lula deixa o resultado indefinido até a votação de 25 de outubro.
Até lá, o mercado deve acompanhar declarações dos candidatos, propostas de política econômica e eventuais articulações de alianças. A sessão desta segunda-feira mostrou como o resultado eleitoral pode mover as expectativas dos investidores, mas o desempenho dos ativos ainda pode se alterar conforme o cenário eleitoral evolua.
Com o recorde do Ibovespa e a maior queda diária do dólar em oito anos, o primeiro pregão após o primeiro turno entrou para a história do mercado financeiro brasileiro. O país se prepara agora para decidir, no segundo turno, quem comandará a Presidência da República.
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