Prazo legal do TSE impõe reconfiguração do mapa político brasileiro; veja a lista completa e as legendas dos gestores que buscam novos mandatos.
A obrigatoriedade de desincompatibilização, regra eleitoral desenhada para impedir o uso da máquina pública em campanhas, alterou o comando de 11 estados e 10 capitais brasileiras neste fim de semana. Com o fim do prazo no sábado (4), a exatos seis meses do primeiro turno, 21 chefes do Executivo oficializaram suas saídas para viabilizar candidaturas em outubro.
No âmbito estadual, o movimento abrange gestores que miram tanto o Palácio do Planalto quanto o Senado Federal. O processo de transição variou de acordos políticos abertos a despachos burocráticos de última hora — o agora ex-governador do Amazonas, Wilson Lima (União), por exemplo, entregou sua carta de renúncia à Assembleia Legislativa informando que a decisão se dava “em caráter irrevogável e irretratável”, apenas para cumprir a lei.
Abaixo, a relação completa dos governadores que abdicaram de seus mandatos:
- Acre: Gladson Cameli (PP)
- Amazonas: Wilson Lima (União)
- Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB)
- Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB)
- Goiás: Ronaldo Caiado (PSD) — pré-candidato à Presidência da República
- Mato Grosso: Mauro Mendes (União)
- Minas Gerais: Romeu Zema (Novo) — pré-candidato à Presidência da República
- Pará: Helder Barbalho (MDB)
- Paraíba: João Azevêdo (PSB)
- Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL)
- Roraima: Antonio Denarium (PP)
Na esfera municipal, o cenário reflete o salto natural de gestores locais para disputas majoritárias estaduais. Todos os dez prefeitos demissionários têm como projeto político concorrer aos governos de seus respectivos estados, testando o capital político acumulado em suas cidades-sede.
Os prefeitos de capitais que renunciaram são:
- Boa Vista (RR): Arthur Henrique (PL)
- João Pessoa (PB): Cícero Lucena (MDB)
- Macapá (AP): Dr. Furlan (PSD)
- Maceió (AL): João Henrique Caldas, o JHC (PSDB)
- Manaus (AM): David Almeida (Avante)
- Recife (PE): João Campos (PSB)
- Rio Branco (AC): Tião Bocalom (PSDB)
- Rio de Janeiro (RJ): Eduardo Paes (PSD)
- São Luís (MA): Eduardo Braide (PSD)
- Vitória (ES): Lorenzo Pazzolini (Republicanos)
Com a saída dos titulares, vice-governadores e vice-prefeitos assumem a titularidade das administrações, com exceção do Estado do Rio de Janeiro. Devido à ausência de um vice na chapa fluminense, o Supremo Tribunal Federal decidirá o rito de uma eleição suplementar para preencher o vácuo de poder até dezembro.
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