O Paraná tem dado exemplo de solidariedade e eficiência na resposta ao tornado que destruiu o município de Rio Bonito do Iguaçu. Em uma iniciativa que une recuperação de estruturas públicas e ressocialização de detentos, o governo estadual colocou apenados para ajudar na reconstrução de escolas, creches e da Apae da cidade, totalmente devastadas pela tragédia.
O grupo de presos, que integra o programa Mãos Amigas, já atua desde o dia 10 de novembro nos trabalhos de limpeza, retirada de entulhos e recuperação dos prédios públicos atingidos. A ação conta com 14 detentos de unidades prisionais de Guarapuava e Laranjeiras do Sul, e o governo prepara a chegada de mais 16 presos da região de Cascavel para reforçar as equipes nos próximos dias.
O trabalho é supervisionado pela Polícia Penal do Paraná, garantindo segurança e controle. Além do esforço humano, o Estado liberou recursos emergenciais para iniciar a reconstrução imediata das escolas e agilizar o retorno das aulas.
O tornado, um dos mais fortes já registrados no país, atingiu ventos estimados em até 330 quilômetros por hora e destruiu cerca de 90% das construções do município, deixando mortos, feridos e centenas de famílias desabrigadas. Diante desse cenário, o governo precisou agir rapidamente e encontrou nos próprios paranaenses uma força unida para reconstruir o que foi perdido.
O programa Mãos Amigas é reconhecido por oferecer uma oportunidade real de ressocialização. Os presos do regime semiaberto que participam do projeto têm a chance de aprender um ofício, contribuir com a sociedade e ainda reduzir a pena com base nos dias trabalhados. A iniciativa também representa economia para os cofres públicos, já que o custo da mão de obra carcerária é significativamente menor do que o de contratações externas.
A medida reforça a importância do trabalho e da responsabilidade individual como pilares para a recuperação social e econômica. Ao mesmo tempo em que ajuda a reconstruir o Paraná, o programa mostra que é possível transformar vidas através da disciplina, da oportunidade e da confiança.
Com ações como essa, o Estado se torna exemplo de gestão prática e eficiente, mostrando que quando há vontade política e boa administração, o resultado aparece — com menos discurso e mais trabalho.